Medicamentos com CFC serão proibidos a partir de 2011
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sábado, 29 de novembro de 2008
Agência Estado 
São Paulo- A produção e importação de medicamentos com o gás clorofluorcarbono (CFC) será suspensa no dia 1º de janeiro de 2011. O CFC é um dos principais responsáveis pela destruição da camada de ozônio, que protege a Terra da radiação ultravioleta do Sol, nociva à saúde. Os remédios afetados pela medida são inaladores utilizados em casos de asma e doença pulmonar obstrutiva crônica - as tradicionais bombinhas. O prazo foi instituído em uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada quarta-feira (26) no ''Diário Oficial''.
A coordenadora de medicamentos sintéticos da Anvisa, Balbiana Sampaio Oliveira, sublinha que o CFC não representa risco algum para a saúde das pessoas que utilizam os remédios. ''A única motivação para a medida foi ambiental'', afirma. No total, 12 medicamentos disponíveis no mercado serão afetados pela resolução. Metade é produzida no Brasil.
A partir do dia 31 de julho de 2009, os fabricantes dos remédios com CFC deverão incluir uma advertência no rótulo: ''Este medicamento contém substâncias que agridem a camada de ozônio e por isso será substituído. Procure seu médico para orientações.'' Mas Balbiana prevê que a maior parte das farmacêuticas substituirá o CFC na composição dos seus produtos antes da data limite, para evitar a mensagem no rótulo.
O gerente de Pesquisas, Ensaios Clínicos, Medicamentos Biológicos e Novos da Anvisa, Jorge Samaha, explica que já existem alternativas ao CFC. ''O gás hidrofluoralcano (HFA) apresenta eficácia semelhante ao CFC e é vantajoso quanto ao custo'', considera. Oito remédios presentes no mercado brasileiro já substituíram o CFC pelo HFA. Outros cinco já possuem apresentações equivalentes com HFA aprovadas pela Anvisa.
Balbiana esclarece que a resolução não restringe a comercialização, mas só a importação e a produção. Na prática, será possível encontrar nas farmácias medicamentos com CFC enquanto durarem os prazos de validade dos remédios produzidos em dezembro de 2010. Teoricamente, uma bombinha com prazo de validade de 36 meses poderia ser comprada ainda em dezembro de 2013.


