Londrina - Para os pais que necessitam de um medicamento essencial para a saúde de seus bebês, a espera parece não ter fim. Eles aguardam o cumprimento do governo federal, por meio do Ministério da Saúde, em providenciar doses do Palivizumabe ao Paraná pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O prazo era até ontem, mas não houve novidades.
Durante as últimas semanas, muitos londrinenses acompanharam a luta do núcleo local da ONG Pequenos Corações, representado por pais de bebês cardiopatas e prematuros, pelo acesso ao medicamento que imuniza contra problemas respiratórios importantes, em especial a bronquiolite.
No dia 8 de abril, de acordo com a chefe da 17ª Regional de Saúde, Teresinha Sanchez, o Estado foi inserido no programa nacional para recebê-lo. "É um medicamento do Programa de Medicamentos Estratégicos, que felizmente conseguimos que venha também para o Paraná. O governo federal garantiu que no dia 30 de abril, as doses estariam chegando, mas até agora não recebemos nada", ressaltou.
Larissa Mendes, uma das fundadoras da Pequeno Corações, explica que as crianças cardiopatas têm uma série de necessidades especiais e que a urgência nesse momento é em relação a este medicamento. "Porque ele protege de um vírus invernal. O Paraná é o único Estado do Sul do Brasil, onde realmente faz frio, que não disponibiliza esse anticorpo", explicou.
Larissa esteve em Londrina esta semana, em reunião com a 17ª Regional de Saúde. Amanhã, no início da tarde, está programada uma videoconferência estadual, envolvendo todas regionais e a farmácia estadual, para discutir detalhes da otimização das doses para que um maior número de crianças sejam atingidas.
Com o não cumprimento do prazo, Teresinha espera ter um novo posicionamento sobre a situação durante a conferência. Ela apenas adianta que o Estado deverá receber em torno de 800 doses. "Para nossa regional, teremos em torno de 70 doses e para a macrorregião Norte do Paraná, que compreende as regionais de Apucarana, Cornélio Procópio, Jacarezinho, Ivaiporã e Londrina, devemos receber em torno de 200", afirmou.

PROCESSO
Ainda de acordo com Teresinha, o medicamento, que é comercializado no mercado por R$ 5.800, deve ser enviado primeiramente para Curitiba e encaminhado para Londrina, no máximo três dias depois. "Os pais serão avisados e deverão apresentar documentação. Calculamos que cerca de 12 pais devem entrar com essa solicitação", completou.
Apesar de não saber quando o Palivizumabe estará disponível em Londrina, alguns detalhes já estão definidos, como o próprio local de aplicação, que será em uma sala do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar), e os documentos necessários. As aplicações serão feitas por agendamento.
"Os pais irão preencher um formulário, deverão apresentar Carteira de Vacinação da Criança, receita médica e indicação com justificativa, atestado de residência, Certidão de Nascimento e Cartão SUS. Para os portadores de cardiopatia, deverá ser apresentado um relatório completo do quadro da criança com ecocardiograma. O primeiro passo é procurar a 17ª Regional, na Farmácia de Medicamentos Estratégicos", orientou.

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