São Paulo - Uma médica peruana registrou queixa por lesão corporal e relatou ter sido atacada por um desconhecido e perfurada por uma seringa na quarta-feira na região da Avenida Paulista, em São Paulo. A mulher, que não quis se identificar, foi atendida pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas e medicada contra HIV. A informação foi confirmada pelo hospital e pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. A Polícia Civil apura o caso, e o agressor não havia sido identificado até o fechamento desta edição.
À reportagem, a médica conta que caminhava pela Rua Pamplona na tarde de quarta quando sentiu uma pressão nas costas. "Parecia a ponta de uma caneta", diz ela. A médica afirma que achou ser algum conhecido que tentava chamar sua atenção. "Passou na minha frente um homem alto, magro, moreno, de moletom verde com listras brancas", ela diz, sem ter visto o que ele carregava nas mãos. Um pouco à frente, na esquina com a Avenida Paulista, a mulher conta que viu o homem perfurando outra mulher, e, ao parar para ajudar, viu que também tinha sido atingida pela agulha.
A médica foi atendida no Instituto Emílio Ribas e recebeu a profilaxia pós-exposição), coquetel de medicamentos que reduzem as chances de infecção por HIV. Em outro hospital, fez testes para HIV, sífilis, hepatite B e hepatite C.
Os resultados de HIV e sífilis deram negativos, mas a médica ressalta que os exames mostram que ela não tinha as doenças antes de ser perfurada, e que é preciso fazer novas análises em um mês, seis meses e um ano.

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