Uma médica plantonista da unidade de Pronto Atendimento Infantil (PAI) de Londrina acionou a Polícia Militar na noite de anteontem para registrar um termo circunstanciado de ocorrência (TCO) para relatar a falta de médicos plantonistas. Ao chegar ao local de trabalho para cumprir sua jornada, não encontrou os outros médicos escalados. Ela resolveu abrir a ocorrência como forma de se resguardar, já que o documento comprova que sua condição de trabalho não era ideal para realização de atendimentos.
A médica teria relatado aos policiais militares que chegou ao PAI às 19 horas, não encontrou os demais colegas e limitaria o atendimento para os casos de urgência e emergência.
O diretor de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde, Vander Oussaki, explicou que a profissional foi contratada há cerca de 15 dias e não estava acostumada com os procedimentos padrão nesse tipo de situação. Segundo ele, a médica teria se precipitado ao registrar a ocorrência. "Dos dois médicos escalados, um estava de atestado médico e o outro chegou atrasado. Mas em momento algum ela ficou sozinha. A médica do turno da tarde ficou no local até que o outro médico chegasse", justificou Oussaki.
Ele destacou que nesses casos, ela deveria ter acionado primeiramente a chefia imediata, que tomaria providências, se necessário, escalando outro médico. "Houve falha de comunicação. Este foi o segundo plantão dela na cidade."
Ele destacou que vai convocar a equipe para ajustar o processo interno de trabalho. "Ela havia falado que só atenderia os casos realmente urgentes, mas aqui em Londrina a gente não dispensa crianças do atendimento. Quem aparecer temos de dar um jeito de atender", concluiu Oussaki. A médica foi procurada para se pronunciar sobre o episódio, mas não foi encontrada pela reportagem.

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