Médica estava em missão no Haiti
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Desde que a morte da fundadora da Pastoral da Criança, foi confirmada muitos voluntários da entidade se dirigiram a sede nacional da instituição, em Curitiba. A maior homenagem que qualquer um pode fazer é continuar o tra-balho, destacou o coordenador adjunto da Pastoral da Criança e filho de Zilda Arns, Nelson Arns Neumann.
A continuidade do trabalho era uma preocupação da médica. Em 2007, Zilda deixou a coordenação nacional e assumiu a função de coordenadora do braço internacional da entidade. Era nessa função que ela estava no Haiti. Ela estava muito animada com a perspectiva de implantar a Pastoral lá. Porque quanto mais pobre, mais necessitadas as crianças eram num lugar, mais determinada ela ficava, contou
Neumann.
A intenção da médica era aplicar no país um prêmio de US$ 1 milhão que a Pastoral Internacional recebeu. Para Neumann, o grande mérito da Pastoral era conseguir levar de forma muito simples às mães informações sobre nutrição e saúde das crianças. O primeiro filho dela morreu, então quando ela fazia esse trabalho contra a mortalidade infantil, fazia como mãe que conhecia a dor de perder um filho, disse.
O corpo de Zilda Arns será velado na sede da Pastoral da Criança, em Curitiba. Segundo Neumann, a entidade planeja uma vigília e o velório na casa onde a médica morou durante dez anos e que concentra toda a administração nacional da Pastoral. O corpo de Zilda Arns será sepultado no Cemitério Municipal Água Verde, em Curitiba, junto aos túmulos do marido e de dois filhos.
Neumann disse que a sanitarista estava numa igreja realizando uma palestra para 150 pessoas quando o prédio desabou. As informações que recebemos é que ela teria morrido de imediato e que o tenente que a acompanhava também veio a falecer, completou.


