Rio, 06 (AE) - A médica Mara Carrasco Garcez da Veiga, de 41 anos, foi encontrada morta na garagem do prédio onde mora, no bairro da Tijuca, na zona norte. De acordo com a polícia, ela teria sido baleada no peito ontem (05) à noite por um desconhecido, após estacionar o seu carro, um Monza. Após cometer o crime, o assassino fugiu. O corpo da médica foi achado por um morador do edifício. A polícia investiga duas hipóteses para assassinato: vingança ou crime passional.
"É um crime muito misterioso", afirmou o delegado Juber Alves Baesso, titular da 6ª Delegacia Policial (Cidade Nova), responsável pelo caso. "O local é pequeno e não oferece muita oportunidade de fuga", disse Baesso. Segundo ele, o desconhecido deveria ter entrado na garagem, sem ser visto pelo porteiro, escondeu-se atrás de pilastras até a chegada da médica. "O assassino tinha o alvo certo", analisou o delegado.
Outro fato que chamou a atenção da polícia é que o bandido não levou nehum pertence de Mara. Os cartões de crédito e talões de cheques da vítima foram achados no banco do carona junto com sua bolsa. Os peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), órgão subordinado à Polícia Civil, concluíram que a médica foi assassinada a cerca de 30 metros de seu Monza, que tinha as portas abertas. Além disso, o crime teria sido cometido próximo ao elevador contrário ao que Mara usava para subir ao seu apartamento, no décimo andar.
A médica será enterrada nesta tarde no Cemitério de Murundu, em Realenago, na zona oeste. Ela era casada com o engenheiro Astrogildo Garcez, de 50 anos. Segundo depoimento informal do síndico, Augusto Romero, à polícia, a médica morava havia algum tempo no edifício e era uma pessoa agradável e simpática. Na próxima semana, a polícia deverá ouvir o porteiro do prédio, Sidney Paulino de Souza, o morador que encontrou o corpo, Sirmino Silva, e parentes da médica.

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