Médica acompanha audiência em Curitiba
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quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - Teve início ontem, na 2ª Vara Tribunal do Júri de Curitiba, a audiência de instrução das testemunhas de acusação do caso sobre a antecipação de mortes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Geral do Hospital Evangélico da capital. Até o início da noite de ontem apenas duas testemunhas (uma técnica de enfermagem e uma enfermeira) tinham sido ouvidas pelo juiz Daniel Surdi Avelar. Outras 17 pessoas ainda vão prestar depoimentos hoje e a tendência é de que a instrução seja estendida até amanhã.
A médica Virgínia Helena Soares de Souza, denunciada com outras cinco pessoas por sete homicídios qualificados e formação de quadrilha, disse, no início da tarde, quando chegou ao Tribunal, que "confia na Justiça e que a verdade leva tempo". Ela não será ouvida e apenas seu representante jurídico pode intervir na audiência. A médica estava acompanhada do advogado Elias Mattar Assad.
Depois de todas as testemunhas selecionadas pelo Ministério Público serem ouvidas, as escolhidas pela defesa também prestarão esclarecimentos e, somente depois, a Justiça vai decidir se o caso vai a júri popular.
"Estamos confiantes e temos a perspectiva de que o caso irá a júri popular. É um processo longo e, provavelmente deve se estender até o final do ano fazendo uma projeção otimista", disse o promotor Paulo Markowicz de Lima, designado para o caso.
Prisão
Virgínia foi presa em fevereiro deste ano, durante uma operação desencadeada pelo Núcleo de Repressão a Crimes Contra a Saúde (Nucrisa), para apurar mortes suspeitas de pacientes que passaram pela UTI Geral do Hospital Evangélico. Na época a médica chefiava a unidade. A investigação da polícia levou em conta as circunstâncias de sete óbitos registrados no local.
No início de março o inquérito foi concluído e encaminhado ao MPPR, que apresentou a denúncia contra Virgínia e outras sete pessoas. Além da médica, respondem por homicídio três médicos e duas enfermeiras. Um enfermeiro e uma fisioterapeuta respondem apenas pelo crime de formação de quadrilha. Virgínia foi detida preventivamente no início das investigações e, uma semana depois a Justiça converteu a prisão em preventiva. Aproximadamente um mês depois um pedido de liberdade foi acatado pelo Tribunal de Justiça.


