Um fator fundamental para a queda no crescimento é a redução da fecundidade, com as mulheres tendo menos filhos. Hoje a média é de 2,3 filhos por mulher, quando, na década de 70, chegou a 5,8.
A queda na fecundidade também se reflete na redução do número de pessoas por domicílio: pelos últimos dados do IBGE, em cada casa ou apartamento vivem hoje 3,5 pessoas. Em 1980, esse número era de 4,7 pessoas.
Se a fecundidade continuar caindo, a taxa de crescimento demográfico deve se reduzir ainda mais pelos próximos anos.
‘‘Essa transição demográfica é impulsionada pela urbanização. Varia muito de
um lugar para outro. Podemos dizer que estamos mais ‘‘adiantados’ que alguns países dos Andes. Argentina e Uruguai fizeram essa transição nos anos 60’’, afirma Luiz Antônio de Oliveira, do Departamento de População e Indicadores Sociais do IBGE.
O Brasil também está se tornando mais urbano: o IBGE espera que, ao final do censo, 80% da população viva em cidades, em comparação com os 76,6% registrados em 1996. (A.E.)