Brasília, 15 (AE) - O deputado Luiz Antônio de Medeiros (PFL-SP), líder do movimento dos trabalhadores pefelistas, afirmou hoje, ao apresentar o novo cartaz da campanha do salário mínimo, que "não é a falta da assinatura do presidente que irá impedir esse debate." Segundo Medeiros, o partido deverá confeccionar 100 mil cartazes, contra 5 mil do primeiro anúncio.
Para evitar o confronto direto com o Palácio do Planalto
o PFL decidiu mudar o cartaz. Isso porque a Advocacia-Geral da União (AGU) ameaçou entrar com um processo contra o partido, uma vez que, no cartaz anterior, havia uma falsa assinatura do presidente Fernando Henrique Cardoso, num cheque simbólico no valor de US$ 100 para o salário mínimo.
Endereçado ao Palácio do Planalto, a nova peça de propaganda traz o seguinte apelo: "Sr. presidente, desculpe os transtornos, mas, neste 1.º de Maio, assine este cheque."
Dessa vez, o cheque traz uma tarja branca no lugar em que antes havia a assinatura falsa de Fernando Henrique.
Amanhã (16), deverá ser instalada a comissão especial na Câmara para estudar uma proposta sobre o mínimo. Possivelmente, Medeiros será o relator da comissão. "Os ministros do governo tentam empurrar com a barriga essa discussão; é a política do empurródromo, para que a sociedade não participe", acusou Medeiros, enquanto posava para fotografias ao lado de aposentados. Ele também pretende discutir o assunto com governadores e outros líderes políticos. Na quinta-feira (17), o deputado pefelista irá ao Rio para conversar com o governador Anthony Garotinho (PDT). Ele também deverá procurar o governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB).

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