Medeiros comprova em 'aula' que governo tem como pagar mínimo de R$ 1772/Mar, 15:44 Brasília, 02 (Ae) - O deputado Luiz Antonio de Medeiros (PFL-SP) deu há pouco, na porta do Ministério da Fazenda, uma "aula" para mostrar que o governo pode e tem condições de pagar um salário mínimo de 177 reais - o equivalente a US$ 100 00. Exibindo painéis a jornalistas, Medeiros, que é representante da comissão do PFL sobre salário mínimo, apresentou números e medidas que, segundo ele, são capazes de garantir a diferença de recursos necessários para o pagamento do salário de 177 reais. Ele disse que o governo pode pagar esse salário fazendo uma "guerra total à sonegação", acabando com a renúncia fiscal e perda de receita da Previdência e aumentando o esforço de cobrança das dívidas previdienciárias das empresas. Segundo os números apresentados por Medeiros, essas dívidas correspondem hoje a R$ 70 bilhões, mas, de acordo com o deputado a Previdência vem recolhendo apenas 2% da dívida das empresas. Pela proposta de Medeiros, se o governo aumentar para 5% o recolhimento dessa dívida, seria possível arrecadar aos cofres da Previdiência R$ 3,5 bilhões - valor que, segundo ele, é mais do que suficiente para a recomposição do salário mínimo para 177 reais. De acordo com os dados apresentnados pelo deputado, a elevação do mínimo para 177 reais permitiria uma receita adicional para a Previdência de R$ 616 milhões no período de maio a dezembro. Ainda de acordo com os cálculos dele, a remissão que o poder público concede a determinados segmentos econômicos ou categorias, como clubes de futebol, casas de jogos produtores rurais e entidades filantrópicas e a perda de receita proveniente do programa Simples são responsáveis por uma redução de R$ 1,606 bilhão na arrecadação previdenciária. Medeiros vai encontrar-se com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Edward Amadeo, responsável, na pasta, pelos estudos relativos a aumento do salário mínimo. O deputado defendeu a pena de prisão para os sonegadores e empresários que se apropriam indevidamente do "dinheiro sagrado" da Previdência. Ele disse que foi ao ministério apresentar os estudos sobre a fonte de financiamento do salário mínimo para cobrir o impacto desse aumento nas contas da Previdência porque, na última conversa que teve com o ministro da Fazenda, Pedro Malan, este lhe pediu que mostrasse de onde tirar o dinheiro para o reajuste.

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