Curitiba- Quase 14 anos depois da Rio-92, na qual se estabeleceu a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), os países signitários que participam da COP-8 estão convencidos de que a fase atual é de implementação das ações propostas desde então. E a lógica é simples: para pôr em prática é preciso dinheiro, o que para os países em desenvolvimento é o principal obstáculo. Um dos grupos de contato avalia a possibilidade de instituir novos mecanismos financeiros.
O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Cláudio Roberto Langone, disse que um dos pontos preocupantes para as delegações é que já há sinalização de que o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) principal fonte de financiamento terá menos recursos para repassar aos países, em 2007. Um dos motivos é o recuo dos Estados Unidos no volume de doações para o GEF.
O Brasil, segundo Langone, defende que, em qualquer cenário, os projetos menores em demanda de recursos, como o de conservação do Cerrado, tenham financiamento assegurado.
Na última gestão orçamentária do GEF, o Brasil apresentou projetos ambientais que somam US$ 144 milhões. Estão, efetivamente, sendo gestionados junto ao órgão financiador US$ 53 milhões. O maior projeto é de estudo da biodiversidade em terras indígenas (US$ 30 milhões), seguido do bioma Cerrado (US$ 14 milhões), manguezais (US$ 5 milhões), conservação e uso sustentável da biodiversidade, o Probio (US$ 3 milhões) e o de manejo e conservação de polinizadores (US$ 1,5 milhão).
Para os projetos a serem implementados entre 2006 e 2010, estão sendo pleitados outros US$ 90 milhões US$ 50 milhões para as ações na área de biodiversidade e US$ 40 milhões para mudanças climáticas.(A.L.)

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