Brasília, 7 (AE) - O Banco Central (BC) interveio no mercado de câmbio doméstico nos últimos 10 dias úteis em apenas 3 ocasiões. A informação foi dada hoje pelo diretor de Política Monetária do BC, Luiz Fernando Figueiredo, em entrevista por telefone à Agência Estado. O fato, na opinião de Figueiredo, demonstra que os mecanismos de mercado estão voltando a funcionar normalmente e que o stress sentido no mês de março se reduziu.
"Em março, o BC intervia no mercado quase que diariamente tanto na ponta compradora como na de venda", afirmou o diretor que está em seu gabinete na delegacia do BC em São Paulo. Numa destas 3 vezes em que a autoridade monetária entrou no mercado, o BC comprou cerca de US$ 10 milhões, segundo Figueiredo sem precisar se as outras intervenções foram na ponta de venda ou de compra.
O diretor também informou que o diretor de Política Econômica do BC, Sergio Werlang, deverá anunciar hoje qual será o índice de inflação que o governo usará como meta para a condução de suas atuações em mercado.
O diretor de Política Monetária do BC informou também que a decisão tomada ontem de impedir que o BC realize ofertas de operações de compra e venda nos mercados de câmbio e monetário a menos de 5 dealers, foi para adequar os normativos da instituição a uma nova realidade de um regime de livre flutuação do câmbio. "No sistema atual, é muito difícil se imaginar uma situação de pressão como a vivida na ocasião em que as operações com os bancos Marka e Fonte Cindam foram realizadas", disse.
Ele lembrou que o mercado tem mais facilidade de apostar contra um sistema de câmbio administrado do que contra um regime em que as regras de mercado tendem a prevalecer. O diretor também ressaltou que o BC já tem como hábito realizar ofertas de compra e venda a pelo menos 5 dealers e que a decisão tomada ontem visou apenas explicitar este tipo de comportamento.

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