Mecânico garante inocência de suspeitos no Caso Amanda
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Fernando Rocha Faro<br>Reportagem Local 
Londrina - O mêcanico de motos Rodrigo Henrique do Nascimento, 25 anos, um dos suspeitos de envolvimento no assassinato da estudante Amanda Rossi, decidiu falar. Apontado pelas investigações como o suposto responsável por ter dado fuga aos criminosos, ele garante que todos são inocentes. Afirma que estava, junto com o trio que está preso, em uma festa no Jardim Igapó (Zona Sul de Londrina) na noite do crime.
O corpo de Amanda foi encontrado na sala de máquinas da piscina do campus da Unopar, no Jardim Piza, também na Zona Sul, no dia 29 de outubro de 2007. Ela foi morta aos 22 anos por esganadura. O crime causou grande comoção e motivou o vendedor Luiz Rossi, pai da vítima, a liderar dezenas de protestos cobrando a elucidação do crime e a punição dos responsáveis.
No dia 22 de dezembro de 2008, três suspeitos de envolvimento no crime foram presos: Luiz Vieira da Rocha, 35, Alan Aparecido Henrique, 29, Dayane de Azevedo, 27. Os homens estão no Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) e a mulher, na carceragem do 3 º Distrito Policial, na Zona Oeste. O trio foi indiciado e está sendo processado. O inquérito foi desmembrado para investigar a participação de outras pessoas no crime, inclusive o mandante.
Conhecido por Digueba, o mecânico é amigo de Rocha e Alan Henrique. Também conhece Dayane há alguns anos. Diz que não quis conversar com a imprensa antes por medo de perder o emprego. Mas garante que todos estavam em uma festa à fantasia na noite do crime. Ele diz que os presos estão sendo injustiçados e acrescenta que não seria difícil para a polícia confirmar o álibi deles.
Aluna da universidade, Amanda Rossi foi morta na noite do dia 27 de outubro, segundo a perícia, durante um festival de dança que acontecia no campus. No mesmo dia, o grupo, segundo Nascimento, participava da festa numa casa nas proximidades do local onde funcionava o Centro Cultural Caigangue, na Avenida Dez de Dezembro.
Nascimento relata que passou parte da tarde com o amigo Rocha numa padaria na Avenida Europa. Sempre de moto, porque o carro dele um Chevette verde, ano 1980 estaria sem motor. O veículo, segundo as investigações, teria sido usado na fuga dos supostos criminosos na noite da morte de Amanda. Ele afirma que passou pela universidade, onde ocorria o festival de dança. Depois, foi de moto com um colega conhecido como Baiano para a festa à fantasia.
O carro estava parado em frente de casa. Qualquer vizinho pode confirmar. Eu tinha comprado um motor de Opala para colocar nele e estava dentro do porta-malas. (Estava parado) Fazia mais de ano, ressalta.
Outra prova apresentada por Nascimento é que o segurança da festa teria visto a dupla chegar de moto. Os amigos Alan Henrique, Dayane e Rocha, conta, chegaram pouco depois. E todos teriam ficado no local por bastante tempo. E Nascimento, Rocha e Dayane saíram juntos, para ir à casa do mecânico, todos em uma moto.


