Brasília, 06 (AE) - O Ministério da Educação (MEC) vai reabrir, entre os dias 14 e 16, as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que poderão ser feitas nas agências dos Correios, por R$ 20,00. O objetivo é dar tempo às 32 universidades que vão adotar o exame em seus processos de seleção para que publiquem os editais com os novos critérios. Assim, segundo o ministro Paulo Renato Souza, nenhum candidato poderá alegar que deixou de se inscrever por não saber que o Enem conta pontos nos vestibulares dessas instituições.
Foram feitas 305 mil inscrições, quase o dobro das 157 mil registradas em 98, na primeira edição do exame. São Paulo é o Estado com maior número de inscritos: 135 mil. Um dos motivos para tamanho interesse no Estado é o fato de as Universidades de São Paulo (USP), Estadual de Campinas (Unicamp) e Estadual Paulista (Unesp) terem decido adotar o teste em seus processos seletivos. No vestibular da USP, por exemplo, o Enem valerá até 20% dos pontos da primeira fase.
"O número de inscrições cresce onde é maior a utilidade do Enem para ingresso no ensino superior", disse hoje Paulo Renato, lembrando que o teste é voluntário. O balanço do MEC ainda não está completo. Faltam os inscritos do Acre, Tocantins, Amapá e de Roraima. Depois de São Paulo, os Estados com maior número de inscritos são o Paraná (43,7 mil), Minas Gerais (32,8 mil), Rio de Janeiro (24,6 mil) e Pernambuco (10,6 mil).
O ministro destacou que das 305 mil inscrições já registradas apenas 32 mil foram patrocinadas por Secretarias Estaduais da Educação. No Paraná, o governo estadual pagou metade da taxa para 22 mil alunos da rede pública. O mesmo foi feito em São Paulo com 1.500 estudantes e no Rio com 1.800. Em Pernambuco, a Secretaria da Educação bancou o valor integral da inscrição de 6.200 estudantes.
De acordo com Paulo Renato, o Enem custa, para o MEC, R$ 27,00 por aluno. Ou seja, a taxa de inscrição de R$ 20,00 não é suficiente para cobrir os custos do teste, que será aplicado no dia 29 de agosto em 162 municípios do País, entre eles todas as capitais. "Comparado às taxas de vestibulares, que podem custar R$ 80,00, o valor do Enem é modesto", argumentou o ministro.
Criado no ano passado pelo MEC como método de seleção alternativo ao vestibular, o Enem avalia habilidades e competências adquiridas pelos estudantes ao longo do ensino médio (antigo 2.º grau). Portanto, em vez da memorização de conteúdos, o teste de 63 questões objetivas e 1 redação cobra conhecimentos necessários para resolver problemas do cotidiano. Por isso, segundo Paulo Renato, o exame dispensa a realização de cursinhos preparatórios, a exemplo dos cursos pré-vestibular. "No caso do Enem, os cursinhos não são importantes como no vestibular", afirmou.

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