Brasília, 24 (AE) - O Ministério da Educação quer iniciar o segundo semestre com até 200 mil alunos beneficiados pelo crédito educativo, incluindo todos os estudantes que deixaram de receber bolsas de instituições de ensino filantrópicas depois da restrição das isenções previdenciárias a essas escolas.
O ministro Paulo Renato Souza divulga amanhã (25) uma portaria requisitando a todas as filantrópicas o envio da relação com os nomes dos estudantes que recebem bolsas. "Eles serão incluídos no crédito educativo e vão receber benefício equivalente ao que tinham com a bolsa", afirmou Paulo Renato.
Paulo Renato disse estar resolvendo o problema de fontes de financiamento para atender os 200 mil alunos, mas não quis adiantar quais são. Na semana passada ele estava negociando com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) uma linha de crédito de cerca de R$ 300 milhões.
O ministro reagiu às críticas contra a cobrança de 12% ao ano dos alunos que, depois de formados, passarão a pagar pelo empréstimo recebido. "Qual crédito é menor do que 1% hoje?", questionou. Os alunos que entrarem no programa terão de quitar o débito com o governo em prazo equivalente a uma vez e meia o tempo de financiamento.
Atualmente se o crédito foi de dois anos, o estudante tem também dois anos para pagar. Além disso, os alunos que tenham perdido bolsas de instituições filantrópicas terão facilidade para pagar no primeiro ano. "O que estamos propondo é oferecer mais vagas, incluindo alunos que jamais foram beneficiados por qualquer um dos sistemas e substituir as bolsas das entidades filantrópicas", afirmou o ministro.

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