Curitiba - A partir do ano que vem, as universidades brasileiras terão que desenvolver projetos de responsabilidade social para conseguir ser aprovadas na avaliação das Instituições de Ensino Superior (IES) feita pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). Pelo menos é o que prevê a nova proposta de avaliação, chamada de Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), que vem sendo desenvolvida pelo MEC e encontra-se em fase de discussão junto às universidades.
O Sinaes, na verdade, prevê uma série de mudanças, inclusive no sistema do Provão, que não deverá mais ser obrigatório. Mas, de acordo com o professor e consultor Gustavo Oliveira, a ''grande mudança'' é a inclusão do item sobre responsabilidade social. ''Com isso, a instituição volta a ser o foco da avaliação e não o aluno'', diz.
Oliveira, que também é coordenador do Núcleo de Responsabilidade Social e Terceiro Setor da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), não acredita que as instituições terão problemas para se adaptar à nova realidade. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), o tripé das IES deve ser o ensino, a pesquisa e a extensão, que devem se desenvolver reciprocamente. A função da extensão, segundo Oliveira, é abrir as portas da universidade para a comunidade, mas o Sinaes vai além. ''As ações de intervenção social da universidade devem ser agentes do desenvolvimento da comunidadea'', explica.

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