BRASÍLIA - O Ministério da Educação vai ampliar o número de questões do segundo Exame Nacional de Cursos, marcado para o dia 29 de junho. O ‘‘provão’’ de Direito terá 40 itens, o dobro do exigido no ano passado. Os formandos terão quatro horas para responder ao exame, mas ganharão em média 45 minutos, uma vez que o questionário sócio-econômico será, desta vez, respondido antecipadamente.
A ampliação tem o objetivo de aumentar a abrangência dos conteúdos curriculares, segundo o coordenador do Exame Nacional de Cursos, Jocimar Archangelo. Além dos graduandos em administração, direito e engenharia civil - áreas que estrearam no Exame Nacional de Cursos - serão incluídos este ano engenharia química, medicina veterinária e odontologia. O MEC prevê que 90 mil sejam inscritos para o segundo provão.
‘‘Com o ganho de tempo, poderemos melhorar as provas, aumentando o número de questões reservadas a cada tema’’, explicou Archangelo. A prova de administração terá 40 questões objetivas (dez a mais em relação ao ano passado), além de outras cinco discursivas. Em direito, serão 40 itens objetivos, que, segundo o MEC, não se restringirão a medir o conhecimento. ‘‘Queremos saber também a capacidade do aluno que se forma de aplicar o conhecimento adquirido’’, afirmou o coordenador do ‘‘provão’’. O formando ainda terá de elaborar um parecer, mas, desta vez, poderá escolher entre quatro temas.
Os exames de engenharia civil e química serão compostos por questões abertas, mas ainda não foi decidido o número de itens ou subdivisões dos problemas apresentados aos alunos. Em medicina veterinária e odontologia, os formandos terão de responder a 40 questões cada, além de cinco questões discursivas, onde são propostos casos clínicos para análises, diagnóstico e indicações.

mockup