BRASÍLIA - O Ministério da Educação vai financiar a expansão de escolas técnicas, também para o setor privado, utilizando para isso os recursos de um empréstimo de R$ 500 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Hoje considerado caro e ineficiente na tarefa de preparar profissionais para o mercado de trabalho competitivo, o ensino técnico sofrerá mudanças já a partir do próximo ano.
As 37 escolas técnicas federais oferecem anualmente cem mil vagas, mas a metade dos alunos que terminam seus cursos busca uma vaga na universidade. Para o ministro Paulo Renato Souza, há um desperdício de recursos, uma vez que a profissionalização de cada estudante para o mercado de trabalho custa R$ 5 mil por ano.
O projeto de reforma vai separar o ensino de 2º grau tradicional do técnico. As escolas técnicas ofereceriam as duas modalidades de ensino, mas o interessado só faria a parte técnica. Alunos de escolas secundárias tradicionais poderão inscrever-se para um curso profissionalizante na escola técnica.
Ontem, durante uma aula ministrada a alunos do 2º grau de um colégio da cidade-satélite de Taguatinga, a 20 quilômetros de Brasília, o ministro explicou que o MEC vai financiar a expansão do ensino profissionalizante para Estados, municípios e para a iniciativa privada, mediante apresentação de projetos. As 37 escolas técnicas federais serão centros de excelência. A manutenção ficará a cargo dos governos ou do setor privado.
O ministério atenderá a projetos que necessariamente apresentem propostas de cursos voltados para a demanda do mercado de trabalho local. Segundo o ministro, existe hoje defasagem entre o que o mercado de trabalho precisa e o que está sendo oferecido pelas escolas técnicas. O BID vai participar com R$ 250 milhões e o governo brasileiro com o equivalente em contrapartida. Paulo Renato disse que em maio já será possível aplicar os recursos brasileiros.
Também o ensino de 2º grau mudará, informou o ministro aos estudantes de Taguatinga. Ele falou do projeto do MEC de mudar o currículo das escolas secundárias, de forma que todos os alunos sejam submetidos inicialmente a matérias comuns, para depois se decididirem entre quatro ou cinco módulos específicos que preparariam o aluno dentro de suas habilidades.
Paulo Renato disse ainda que, no dia 17, manterá a primeira reunião com reitores para discutir formas alternativas de ingresso na universidade. O MEC fará em setembro o 1º exame de 2º grau voluntário. O resultado, segundo o ministro, poderá ser utilizado para acesso ao ensino superior pelas instituições que o desejarem.
Livros - Trinta e seis livros prometem chacoalhar o Masp (av. Paulista, 1.578, tel. 011/251-5644). Ao invés de conter textos literários, as obras são preenchidas por espinhos de rosa, pregos, vidro, madeira, cera de abelha e muita tinta. As peças da exposição ‘‘Único em Seu Gênero’’, produzidas por 36 artistas norte-americanos entre 1984 e 1995, foram criadas com a proposta de mostrar o livro como uma ‘‘declaração estética’’.
Essa é a definição de Suzanne Reese Horvitz, uma das curadoras da exposição, que já foi apresentada no Rio de Janeiro e em Buenos Aires, e segue para Colômbia e Chile nos próximos meses.

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