MEC vai acelerar formação de professores de ensino médio14/Mar, 22:42 Por Leonardo Trevisan São Paulo, 14 (AE) - O Ministério da Educação apressará a formação de professores de ensino médio oferecendo capacitação por telensino e bolsas para que os docentes sem formação adequada paguem cursos de licenciatura em universidades privadas. A previsão de 800 mil novas matrículas no ensino médio apenas neste ano, "aumentou a preocupação do governo com a capacitação dos professores que vão atender toda essa demanda", disse Rui Leite Berger Filho, secretário de Educação Média e Tecnológica do MEC. Nos últimos quatro anos o número de matrículas aumentou em 57% no ensino médio. O convênio assinado na semana passada entre o MEC e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), garantindo empréstimo de US$ 250 milhões para a reforma da educação média, "permitirá a abertura de 1,6 milhão de vagas" nos próximos três anos. Mas, completou Berger, "onde achar os professores, por exemplo, de matemática, física e geografia?" Segundo o secretário, o MEC aplicará "de imediato" R$ 10 milhões do convênio com o BID na preparação e produção de projetos para a capacitação de professores "em exercício" por meio de ensino a distância, destinado a dar condições aos educadores para fazer um programa ou dominar itens do currículo. Necessidade - Em agosto, a Secretaria do Ensino Médio publicará editais de concorrência para as universidades interessadas em credenciar-se a receber professores, que terão, a partir de 2001, bolsas do convênio MEC/BID. Rui Berger citou física e química como as áreas com maior carência de docentes. Berger disse que, na primeira fase do convênio, "estarão disponíveis de US$ 60 milhões a 70 milhões para melhoria e expansão" do ensino médio. A primeira exigência que os Estados devem preencher para participar do convênio é a diminuição da repetência entre a 5.ª e a 8.ª séries, com a adoção, por exemplo, de programas de classes de aceleração pedagógica. A segunda exigência do convênio, continuou Berger, é o "reordenamento da rede física", com a divisão de prédios entre alunos de 1.ª a 4.ª série e das demais séries. O sentido dessa reforma é ter, de acordo com ele, "uma escola adequada para o jovem e outra para as crianças". O secretário apontou que o modelo da reforma é o já efetivado em São Paulo, mas cada Estado "utiliza os recursos do convênio conforme suas necessidades". O secretário do MEC afirmou que, dos 25% que a Constituição determina que Estados e municipios apliquem em educação, 15% vão para o Fundão e os outros 10% devem beneficiar a pré-escola e o ensino médio, "mas acabam financiando de tudo". Isso porque até 1997, segundo ele, "era tudo misturado". Berger informou ainda que há um segundo contrato com o BID, no valor de outros R$ 500 milhões, que será assinado assim que 50% dos recursos do primeiro convênio forem gastos.

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