MEC reprova 19% das faculdades paranaenses
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terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Celso Felizardo<br> Reportagem Local 
Londrina Quase um quinto das faculdades do Paraná foi reprovado pelo Índice Geral de Cursos (IGC), divulgado ontem pelo Ministério da Educação (MEC). De 137 faculdades, 26 não atingiram a nota 3 no indicador oficial de qualidade do ensino superior no País, que vai de 1 a 5. Em todo o Brasil, 2.042 instituições foram avaliadas e 324 consideradas insatisfatórias. O relatório também incluiu universidades, institutos federais e centros universitários, mas apenas cinco estabelecimentos destes grupos ficaram com média abaixo de 3 no relatório.
O Estado divide com a Bahia o quarto lugar no ranking de unidades da federação com mais faculdades "reprovadas" pelo MEC, atrás apenas de São Paulo (58), Minas Gerais (46) e Pernambuco (26). Ao se levar em conta a proporção entre faculdades consideradas insatisfatórias e o total de estabelecimentos por Estado, Tocantins tem a pior situação. Onze das 15 faculdades não atingiram a nota média exigida pelo MEC, o que corresponde a 73,3%. Amapá (58%), Pernambuco (56%), Acre e Alagoas (50%) completam a lista dos Estados onde pelo menos a metade das faculdades existentes não são consideras satisfatórias. No proporcional, o Paraná tem a 12ª pior situação do País, com 19% de instituições reprovadas.
Em Londrina, duas faculdades fazem parte da lista, a Faculdade Arthur Thomas, e a Uninorte, que agora funciona com o nome de UniLondrina. Assim como as outras 24 instituições paranaenses, elas atingiram a média 2 na avaliação. Curitiba lidera a lista com seis instituições relacionadas: Faculdade de Tecnologia Inesul do Paraná; Faculdade de Tecnologia Cetep; Faculdade de Educação Superior do Paraná; Faculdades Spei; Faculdade de Tecnologia Machado de Assis; e Faculdades Integradas Espírita. A lista segue com Cornélio Procópio (Norte Pioneiro), que teve três faculdades reprovadas. Maringá e Dois Vizinhos (Sudoeste), aparecem com duas faculdades mal avaliadas. (Confira a lista completa nesta página).
De acordo com o MEC, as instituições reprovadas serão impedidas de abrir novos cursos e estarão sujeitas a assinar um protocolo de compromisso com o ministério, garantindo medidas que recuperem sua qualidade. Dessas instituições, 73 estão com ato de credenciamento vencido e não declararam ao Censo da Educação Superior 2014. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, deixou claro que a estratégia não funcionou. "As que achavam que não seriam identificadas e não responderam ao censo, achando que com isso poderiam sobreviver na sombra, terão muita luz e muito rigor na avaliação", advertiu Mercadante.
O MEC prometeu também tratar com rigor as instituições e os cursos considerados insatisfatórios, avaliados pelo Conceito Preliminar de Curso (CPC). Aqueles com baixo desempenho no CPC passarão por medidas de regulação e supervisão, anunciou o ministro. Além de não poder abrir novas vagas, também serão impedidos de realizar novos contratos de programas como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e Universidade para Todos (ProUni). Não serão autorizados, ainda, a utilizar o curso superior como referencial para aderir ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
"Por exemplo, os que tiveram avaliação insatisfatória, mas melhoraram de situação de 2011 para 2014, têm o vestibular suspenso, mas poderão reabrir a partir de um protocolo de compromisso em que demonstram ao MEC que serão tomadas as medidas necessárias para recuperar a qualidade do curso", explicou o ministro.
Nos cursos em que a queda de desempenho foi contínua, no período avaliado, o acompanhamento será mais rigoroso ainda. "Eles não poderão abrir vestibular e, além do protocolo de compromisso, nós só autorizaremos depois que a equipe do MEC e do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) for lá e verificar efetivamente as condições do curso", afirmou Mercadante. (Com Agência Brasil).
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