Pela primeira vez desde o início da greve, dia 31 de março, o Ministério da Educação recebeu ontem representantes da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes). O governo continua se negando a discutir a reivindicação de reajuste salarial de 48,65%. ‘‘Não há caixa’’, repetiu o secretário de Ensino Superior do MEC, Abílio Baeta Neves, que recebeu o comando de greve. O ministro da Educação, Paulo Renato, está no Chile. Segundo a Andes, o movimento continuará por tempo indeterminado.
‘‘O governo é responsável pelo impasse’’, acusou a presidente da Andes, Maria Cristina de Morais. Ela lembrou que, nem 97, o ministro Paulo Renato chegou a acenar com um aumento diferenciado aos docentes e, agora, mudou de idéia. Maria Cristina reclamou que ‘‘a conversa de hoje foi a mesma de três meses atrás’’. A única vitória obtida ontem, na opinião da docente, é o documento que o MEC entregaria em resposta às reivindicações. A resposta será discutida em assembléias até sexta-feira da próxima semana e depois eles voltam ao MEC.

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