MEC reajusta em 30% gratificação de professor universitário
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quinta-feira, 23 de março de 2000
Por Demétrio Weber 
Brasília, 24 (AE) - O governo vai reajustar em 30% o valor da Gratificação de Estímulo à Docência (GED), que beneficia professores das universidades federais. Medida provisória instituindo o aumento deverá ser publicada na segunda-feira (27) no "Diário Oficial" da União. A medida criará ainda a Gratificação de Incentivo à Docência (GID), destinada a professores de ensino fundamental e médio de escolas técnicas federais.
A GID vai substituir as bolsas que a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) pagava aos professores de escolas técnicas. As bolsas foram suspensas em dezembro. A GID levará em conta a carga horária dos professores, o número de alunos sob sua responsabilidade, a titulação, a avaliação e a participação em projetos escolares. O valor mínimo será R$ 128,80 e o máximo, R$ 742,52.
A GED foi a principal conquista dos docentes na greve de 104 dias, em 1998. Para ter direito ao benefício, o professor deve lecionar pelo menos oito horas por semana e desenvolver atividades de pesquisa e extensão. O acréscimo no salário varia de R$ 78,00 a R$ 1.300,00. Com o reajuste, esses valores sobem para R$ 101, 40 a R$ 1.690,00. O benefício atinge parte dos 70 mil professores, incluindo 27 mil inativos e pensionistas.
Os professores universitários tinham acertado com o governo, no fim da greve, em julho de 1998, que os valores da GED teriam reajuste de 10%, retroativo a julho daquele ano. O aumento que será concedido pelo governo, no entanto, é retroativo apenas a janeiro de 2000.
O porcentual de 30%, superior ao previsto pelos professores, no entanto, agradou ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andes-Sindicato)."A GED é bem-vinda, mas não resolveu o problema salarial", disse o presidente da Andes, Renato de Oliveira, que reivindica reajuste de 65% para a categoria.


