MEC quer reitor
contra a greve e
ameaça pagamento
Agência Estado
O Ministro da Educação, Paulo Renato Souza, decidiu enfrentar a greve nas instituições federais: ofício do ministério, enviado ontem aos reitores, pede providências para acabar com o movimento grevista dos professores e servidores técnicos-administrativos. Caso contrário, o governo vai reter os recursos para pagamento de pessoal em maio e suspender a concessão de vales-transporte.
A decisão do MEC foi recebida com ironia pelo Sindicato da Associação dos Docentes (Andes). ‘‘Essa prática de repressão é mais velha do que andar de p钒, afirmou Fernando Pires, do comando nacional de greve. Segundo ele, a decisão do MEC só aumentou a indignação da categoria, que continua mantendo as exigências da pauta, entre elas, um reajuste de 48,65%. ‘‘O MEC não quer abrir negociações’’, acusa Pires.
A Andes diz que são 51 instituições paradas há mais de 30 dias. Os dados não conferem com os do MEC. Segundo levantamento da Secretaria de Ensino Superior, das 52 instituições de ensino superior, há aula normal em oito e 44 estão paradas, sendo que em apenas 10 o movimento tem a adesão de 100% dos professores.
Hoje, no plenário da Câmara, a Frente Parlamentar de Defesa da Ciência e Tecnologia vai reunir entidades ligadas à educação para discutir a crise das universidades e a greve. Alguns parlamentares, entre eles o deputado Ivan Valente (PT-SP), estão dispostos a atuar como mediadores da crise.

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