A partir de 1999, o ensino superior começa a passar por uma transformação com o objetivo de preparar melhor os alunos para as mudanças exigidas no mercado de trabalho ou a continuidade dos estudos por meio da especialização. As instituições vão seguir diretrizes curriculares básicas, ganhando maior liberdade para construir currículos mais atrativos, diversificando a oferta de cursos, de acordo com os interesses dos alunos, e estimulando a conjugação do ensino à prática.
As diretrizes curriculares estão sendo desenhadas pelo Ministério da Educação, com base em sugestões vindas das universidades. Elas vão substituir o atual sistema de currículos mínimos. Entre as 800 propostas enviadas ao ministério pelas universidades, está a de garantir ao estudante a possibilidade de se habilitar profissionalmente ainda na graduação. Não seria uma especialização, obtida na pós-graduação, mas uma instituição poderia oferecer a um aluno de engenharia, por exemplo, a oportunidade de cursar um módulo no Departamento de Administração, caso ele tenha a expectativa profissional de gerenciar projetos.
‘‘É um diferencial que a instituição poderia oferecer, além daqueles elementos essenciais na formação básica’’, explica o diretor de Política de Ensino Superior do ministério, Luiz Roberto Liza Curi. Segundo ele, as instituições deverão ter o cuidado de diversificar, sem aumentar o tempo de duração do curso. ‘‘O que elas terão de fazer é uma reorganização das condições de oferta de ensino’’, afirmou. A realização de estágios durante o curso para aquelas áreas onde ‘‘se aprende fazendo’’ é uma proposta para tornar mais dinâmico o ensino e o próprio currículo.
As sugestões serão enviadas até agosto ao Conselho Nacional de Educação, que fará audiências públicas com ordens e associações profissionais de cada uma das áreas, antes de apresentar um parecer.Arquivo FolhaMais autonomiaA realização de estágios nas áreas onde ‘‘se aprende fazendo’’ é uma das propostas enviadas ao MECAgência Estado

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