MEC quer ampliar o TV Escola
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 30 de junho de 1998
Agência Estado 
O Ministério da Educação liberou ontem R$ 10 milhões para ampliar o programa TV Escola, de educação a distância. A intenção é levá-lo a mais 7.500 escolas no País - atualmente o programa atende 50 mil. O secretário de Educação a Distância do MEC, Pedro Paulo Poppovic, acredita, porém, que só quando tiver recursos para atingir 60 mil unidades o projeto terá conseguido chegar a 95% de seu objetivo. Só estamos atendendo a escolas com mais de cem alunos, mas meu plano é reduzir esse limite e incluir, por exemplo, as com 80 estudantes, afirmou ontem, durante o Seminário Internacional de Educação a Distância, que comemora os dois anos do programa.
Por problemas de infra-estrutura, o programa não chegou às regiões mais remotas do Brasil (Amazônia, áreas de fronteira, etc.) onde seria fundamental, segundo Poppovic. Além disso, embora o seu objetivo principal tenha sido a capacitação de professores, o TV Escola é mais usado pelos alunos do que pelos docentes, de acordo com pesquisa divulgada ontem. O TV Escola é usado por 27 milhões de alunos e 976 mil professores no País. O custo anual do programa é de R$ 25,5 milhões, custo anual de US$ 0,94 por aluno.
O principal problema do TV Escola, admitiu Poppovic, está na resistência ao uso da tecnologia e da televisão por professores, diretores e secretários de Educação. Se não houver integração entre o governo federal, Estados e municípios, a TV Escola vai virar um canal como outro qualquer, disputando a audiência das crianças, preveniu o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Ramiro Wahrhaftig, que defendeua ampliação do canal - ele transmite atualmente 12 horas diárias de programação educativa feita no Brasil ou comprada do exterior - com a produção de programas feitos nas regiões.


