Brasília, 07 (AE) - O Ministério da Educação (MEC) está estudando a possibilidade de conceder crédito educativo para mais 50 mil universitários, a partir do primeiro semestre do ano que vem. Para isso acontecer, no entanto, o governo terá de convencer as universidades a aumentar o número de vagas que reservam aos alunos beneficiados. Este semestre, dez mil candidatos deixaram de receber o empréstimo porque excediam as cotas fixadas pelas instituições.
Ao aderir ao Financiamento Estudantil (Fies) do MEC, cada universidade informa o valor que aceitará receber em títulos públicos, moeda usada pelo governo para pagar as mensalidades. Com os títulos, as instituições pagam suas contribuições à Previdência. "Mas a maioria delas pediu cotas menores do que tinha condições de absorver", lamentou hoje o diretor do Fies, Floriano Pesaro. A adesão tímida das universidades, disse, é resultado da herança do programa de crédito educativo anterior, em que os repasses eram feitos com atraso - e a inadimplência entre os estudantes atingiu 66% dos financiamentos.
No Fies, 5% do prejuízo com os casos de inadimplência recairá sobre a instituição. "Nosso maior desafio é convencer as universidades de que o programa vai pagar em dia". O MEC vai destinar cerca de R$ 94 milhões este semestre para atender 75.840 mil alunos, sendo 26 mil ex-bolsistas das universidades filantrópicas e 49 mil novos selecionados. Segundo Pesaro, há recursos suficientes para garantir a expansão. Até porque o número de contemplados este ano ficou abaixo do esperado: dos 86 mil inscritos, 37 mil foram desclassificados, 24 mil por não ter a renda exigida pelo governo. Os ex-bolsistas tiveram aprovação automática.
Loterias - A corrida por apostas na Mega Sena acumulada está ajudando o Fies, que fica com 30% da receita líquida das loterias federais. Em nove semanas, o programa recebeu R$ 40 milhões.

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