MEC mantém professor sem salário
MEC mantém professor sem salário
Agência Folha
Itamar Miranda/Agência Estado(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)Jogo duroPaulo Renato (d) cumprimenta o formando durante as comemorações no Senai da VolksO Ministro da Educação, Paulo Renato Souza, reafirmou ontem, em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), que só pagará os salários dos professores das universidades federais quando a greve acabar. Ele diz não temer o fortalecimento dos grevistas com essa medida. O ministro sustenta que, se a greve terminar amanhã, os salários começarão a ser pagos no mesmo dia.
Solicitei à categoria que, se suspendessem a greve até dia 27, instalaríamos a negociação no mesmo dia e também liberaríamos os salários nesse dia, diz. Não acredito que nossa posição vá fortalecer o movimento. Espero que nossa proposta seja acatada para que possamos chegar a uma solução que atenda as necessidades da universidade e que não penalize mais os alunos. Ontem, foram liberados R$ 2,9 milhões para pagamento de 1.386 professores de 3º grau que não teriam aderido à greve, segundo informações passadas por reitores. O valor corresponde a 3% da folha de pagamento dos docentes. Os professores reivindicam reajuste salarial de 48%.
Segundo o ministro, é impossível oferecer um reajuste linear à categoria. Há universidades em que os salários são muito altos e outras em que são muito baixos. Se dermos reajuste linear, mantemos essa disparidade. Outro problema apontado pelo ministro é o fato de que todos os reajustes e benefícios concedidos aos professores ativos também devem, por lei, passar. aos inativos. Hoje, os inativos ganham mais que os ativos. Temos de remunerar e estimular os professores que estão em sala de aula.
O ministro Paulo Renato afirmou ontem, em visita à fábrica da Volkswagen - durante comemorações dos 25 anos do Centro de Formação Profissional Senai da Volks -, que está procurando alternativas ao reajuste.
Estamos pensando em algum tipo de gratificação por níveis para substituir o Plano de Incentivo à Docência (PID), que foi vetado pelo Congresso Nacional. A gratificação excluiria os aposentados.





