MEC manda professores para Timor Leste
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 02 de janeiro de 2007
Ricardo Westin<br>Agência Estado 
São Paulo - O Ministério da Educação acaba de abrir um concurso para selecionar 13 professores de Português, História, Geografia, Matemática, Biologia, Física e Química, entre outras disciplinas. Os escolhidos darão aulas durante um ano e receberão em dólar - US$ 1.100 por mês (cerca de R$ 2.350 no câmbio de hoje). Algumas exigências, no entanto, não estão explícitas no edital. Os interessados precisam ter espírito de aventura, estar dispostos a conviver com a pobreza, suportar viver 12 meses longe da família e dos amigos e saber que podem se encontrar, de uma hora para outra, no meio de um conflito armado.
O concurso aberto pelo MEC é para o Timor Leste, o pequeno país localizado entre a Austrália e a Indonésia, no outro lado do planeta.
O principal problema dos timorenses é a língua. Embora seja um dos dois idiomas oficiais do país, o português é falado por pouco mais de 5% da população. O outro idioma oficial é o tétum.
O trabalho dos 13 brasileiros que serão selecionados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do MEC, basicamente será ensinar os professores e os universitários que serão professores a usar a língua portuguesa nas salas de aula. Trabalharão na maior parte do tempo na Universidade Nacional do Timor, em Díli, a capital do país.
Para viajar, muitos professores terão de pedir demissão, o que significa que nem todos terão garantia de emprego imediato ao voltar para o Brasil. Os dólares pagos pela Capes são uma bolsa, e não um salário - não existe vínculo empregatício. E o valor da bolsa é apenas o suficiente para viver no país.
Os professores interessados em participar da missão brasileira no Timor devem enviar um e-mail para: [email protected] até as 18 horas da sexta-feira da semana que vem, dia 12, solicitando a inscrição no concurso. Todas as informações estão no site da Capes (www.capes.gov.br).
Além da bolsa de US$ 1.100, o governo brasileiro pagará as passagens aéreas de ida e volta, o seguro-saúde e os primeiros gastos com hospedagem.
A viagem para Díli está marcada para fevereiro. E será longa e tortuosa. O avião sai de São Paulo, passa pela África do Sul e pela China e pára na Indonésia, onde os passageiros desembarcam para pegar aviões pequenos. A pista do aeroporto do Timor é curta para certas aeronaves. No total, serão três dias de viagem.


