MEC libera curso de Jornalismo da UFPR
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de março de 2014
Rodrigo Batista<br>Equipe Bonde 
Curitiba - O Ministério da Educação (MEC) deu o aval à Universidade Federal do Paraná (UFPR) para que o curso de Jornalismo seja novamente aberto e que os alunos aprovados no vestibular deste ano possam iniciar as aulas. Até amanhã, os calouros vão realizar a matrícula em Curitiba. Segundo a UFPR, todos os aprovados serão contatados individualmente e por meio de divulgação de edital para comparecerem à instituição. A data do início das aulas ainda não foi determinada.
A instituição foi impedida de realizar a matrícula dos novos alunos no início de dezembro de 2013, alguns dias após a segunda fase do vestibular. O baixo desempenho obtido na avaliação do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) foi decisivo para que o MEC tomasse a decisão. Também houve cancelamento das vagas de Publicidade e Propaganda, mas a situação deste curso foi revertida ainda em janeiro deste ano.
Para o reitor Zaki Akel Sozinho, esta foi uma situação resultante da conjunção de fatores, tanto em relação aos problemas do curso quanto à forma de avaliação feita pelo MEC. "Que isso sirva para todos nós como uma reflexão no aprendizado", declarou.
Medidas
Um protocolo com 16 ações visando melhorias na graduação foi assinado pela UFPR. O compromisso inclui criação de um novo currículo para o curso, ampliação da biblioteca, que está em fase inicial de implantação, e a criação de um sistema de autoavaliação.
Para a UFPR, esta é uma forma de evitar o boicote dos estudantes ao Enade, identificado como uma das razões para a nota baixa. Para a pró-reitora de Graduação, Maria Amélia Sabbag Zainko, o boicote "não é a melhor forma de protestar". Ela adianta que a instituição estuda medidas para evitar essa atitude. "Estamos trabalhando na perspectiva de fazer constar no currículo do aluno a nota do Enade, já que o exame é componente curricular obrigatório", explicou.
Os alunos aprovados no vestibular para Jornalismo ficaram apreensivos nestes três meses. A caloura Monique Ryba Portela diz que o que mais preocupava era a demora na resolução do problema. "De uma maneira ou outra a gente sabia que isso ia se resolver, nem que fosse em 2015. Mas ninguém suporta essa espera", declarou. Mais aliviada, a caloura agora apenas aguarda o início das aulas.


