MEC homenageia dekasseguis e anuncia intenção de realizar exames supletivos nos EUA
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2000
Por Demétrio Weber 
Brasília, 10 (AE) - O primeiro exame supletivo brasileiro realizado fora do País, no ano passado, no Japão, teve 61% de abstenção. Dos 789 inscritos, todos brasileiros que vivem em cidades japonesas, apenas 301 fizeram as provas. "Os candidatos ficaram com medo de não estar preparados para o teste", disse o presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), Ulysses Panisset. Dificuldades de acesso aos locais do exame também reduziram a participação.
Hoje o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, homenageou quatro dos melhores colocados com a entrega de certificado, em cerimônia no Ministério da Educação (MEC). "É preciso oferecer oportunidades para os estudantes no exterior", declarou Paulo Renato, afirmando que exames supletivos poderão ser realizados este ano também nos Estados Unidos, nas cidades de Miami, Nova York e Boston, onde há grande concentração de brasileiros.
Dos 110 inscritos que fizeram a prova de supletivo do ensino fundamental (antigo 1.º grau), cerca de 90 foram aprovados. No supletivo de ensino médio (antigo 2.º grau), obtiveram o certificado cerca de 150 dos 191 estudantes que compareceram ao teste. O MEC não soube informar o número preciso de aprovados.
Japão - A realização de exames supletivos no Japão foi reivindicada pela comunidade brasileira que vive naquele país - cerca de 240 mil pessoas. Das 40 mil em idade escolar, apenas 7.500 frequentam escolas regulares japonesas. O idioma e as diferenças culturais são as principais barreiras.
"Japonês é muito diferente, fiquei com medo de não me acostumar", disse a estudante Katiani Tatie Shishito, de 16 anos, uma nissei que vive há três anos no Japão e optou por não estudar em escolas japonesas. Além de Katiani, foram homenageados os estudantes Samanta Callegon Higa, Carlos Eduardo Murashima e João Guilherme Matsuchita.


