MEC homenageia dekasseguis
Demétrio Weber
Agência Estado
De Brasília
O primeiro exame supletivo brasileiro realizado fora do País, no ano passado, no Japão, teve 61% de abstenção. Dos 789 inscritos, todos brasileiros que vivem em cidades japonesas, apenas 301 fizeram as provas. Os candidatos ficaram com medo de não estar preparados para o teste, disse o presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), Ulysses Panisset. Dificuldades de acesso aos locais do exame também reduziram a participação.
Esta semana, o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, homenageou quatro dos melhores colocados com a entrega de certificado, em cerimônia no Ministério da Educação (MEC). É preciso oferecer oportunidades para os estudantes no exterior, declarou Paulo Renato, afirmando que exames supletivos poderão ser realizados este ano também nos Estados Unidos, nas cidades de Miami, Nova York e Boston, onde há grande concentração de brasileiros.
Dos 110 inscritos que fizeram a prova de supletivo do ensino fundamental, cerca de 90 foram aprovados. No supletivo de ensino médio, obtiveram o certificado cerca de 150 dos 191 estudantes que compareceram ao teste. A realização de exames supletivos no Japão foi reivindicada pela comunidade brasileira que vive naquele país cerca de 240 mil pessoas.
Ensino Médio A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) aprovou esta semana a autorização para que a União obtenha empréstimo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no valor de US$ 250 milhões, para a primeira fase do Programa de Melhoria e Expansão do Ensino Médio (Promed), desenvolvido pelo Ministério da Educação. O empréstimo será concedido ao longo de três anos, com desembolso de US$ 57,7 milhões neste exercício, US$ 90,8 milhões em 2001 e US$ 101,5 milhões em 2002.
O empréstimo representa metade do investimento total do programa, que será complementado nesses três anos com US$ 225 milhões dos Estados participantes e US$ 25 milhões do MEC. A CAE autorizou ainda o governo brasileiro a reestruturar a dívida de Cabo Verde com o Brasil, no valor de US$ 7,293 milhões resultantes de financiamentos de exportações, e autorizou a prefeitura de Belo Horizonte (MG) a obter empréstimo de R$ 4,489 milhões do BNDES para seu programa de modernização tributária.





