MEC fecha 270 cursos no País; 26 no Paraná
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domingo, 08 de dezembro de 2013
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
Londrina - O Ministério da Educação (MEC) suspendeu a entrada de novos alunos de 270 cursos de graduação de universidades em todo o País, em função dos baixos desempenhos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). Desse total, 26 são do Paraná, distribuídos em 22 instituições de 12 cidades do Estado.
Entre os cursos suspensos estão o de Administração da Faculdade Norte Paranaense (Uninorte), em Londrina, e Jornalismo e Publicidade e Propaganda, ambos na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba.
Os 270 cursos com Conceito Preliminar de Curso (CPC) insatisfatório em 2009 e 2012 representam um corte de 44.069 vagas nas áreas de Humanidades, a maioria em instituições privadas. Sete cursos, em cinco instituições, são federais. Na lista dos cursos suspensos no Paraná, 13 são de Administração, cinco de Ciências Contábeis, um de Ciências Econômicas, um de Direito, um de Jornalismo, um de Publicidade e Propaganda, dois de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos e dois de Tecnologia em Telemarketing.
A avaliação consiste em uma escala de zero a cinco, de forma que as notas "um" e "dois" são consideradas insatisfatórias. Apenas 98 dos mais de 8 mil cursos avaliados conseguiram atingir o conceito cinco, considerado de excelência. Para a suspensão do curso, foi preciso apresentar conceito baixo em duas avaliações consecutivas (2009 e 2012).
Além da medida cautelar de suspensão de ingresso, os cursos com notas mais baixas terão de firmar protocolo de compromisso, com plano de melhorias detalhado e medidas a serem tomadas em curto e médio prazo. De acordo com o MEC, os cursos mal avaliados devem passar por reestruturação no corpo docente em 60 dias e por readequação da infraestrutura e do projeto pedagógico em 180 dias.
Segundo a pró-reitora de graduação da UFPR, Maria Amélia Sabbag Zainko, os alunos que forem classificados no vestibular 2013 terão o direito de iniciar a graduação no ano que vem. "Temos garantia constitucional que prevê autonomia da universidade e esses alunos não serão prejudicados. Já estamos vendo essa situação juridicamente", assegura.
Com relação à lista de irregularidades relatadas pelo MEC, como problemas estruturais, de espaço, equipamentos ou corpo docente, a pró-reitora afirma que a situação não procede. "As baixas notas no Enade são em decorrência do boicote dos estudantes, que questionam a validade do exame e entregaram, na maioria, as provas em branco. De qualquer forma, a universidade tem 30 dias para apresentar um plano de providências ao MEC mostrando que as condições de funcionamento são adequadas."
Em nota, a direção acadêmica da Uninorte informou que ingressou com um recurso junto ao MEC, no dia 31 de outubro, contestando a nota "dois" na última avaliação, alegando que o correto seria "três". A nota diz ainda que o cancelamento do vestibular não representa prejuízo aos demais períodos do curso de Administração, uma vez que se trata de mera questão procedimental, e aguarda com urgência a reavaliação do MEC, no sentido de corrigir a nota erroneamente apontada.


