MEC exige votação de gratificação para enviar projetos
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sexta-feira, 19 de junho de 1998
Agência Estado 
O adiamento para a próxima quarta-feira da votação do projeto de gratificação dos professores universitários federais pode provocar um novo impasse nas negociações para o fim da greve dos docentes. O Ministério da Educação só negociará o envio ao Congresso dos projetos de benefício salarial dos servidores técnico-administrativos e professores de 1º e 2º graus depois de aprovado, pelos parlamentares, o projeto de gratificação dos professores universitários, segundo fontes do Congresso.
O líder do PSDB, deputado Aécio Neves (MG), havia informado na quinta-feira que os dois outros projetos estariam na Câmara até quarta-feira, data prevista para a votação do texto das gratificações dos docentes universitários.
Segundo informações obtidas pela Agência Estado, o Ministério da Educação teria se comprometido a enviar os projetos dos servidores e professores de 1º e 2º graus (até então excluídos das negociações salariais) caso o projeto de gratificação tivesse sido votado anteontem. Com o adiamento, o MEC estaria disposto a negociar, mas tendo antes a garantia da votação da proposta de gratificações.
O líder do PT na Câmara, Marcelo Déda (SE), afirmou ontem que a recusa do ministro da Educação, Paulo Renato Souza, em mandar ao Congresso proposta de aumento para os professores do ensino básico e técnico poderá atrapalhar o acordo feito pelos deputados, que assegura a apreciação, na quarta-feira, do projeto que concede gratificação aos professores universitários. Déda havia dito que a oposição gostaria de ter os três projetos na quarta-feira no Congresso.


