Brasília, DF- O Ministério da Educação quer separar parte dos recursos do seu orçamento e reservá-los exclusivamente para a expansão e crescimento das universidades federais. A proposta está sendo estudada pela secretaria-executiva do ministério e passa pela criação de um fundo de financiamento das universidades.
Parte dos recursos desse fundo seria usada para o financiamento do cotidiano das universidades e gerenciados diretamente pelos reitores. O restante seria repassado para a criação de novos cursos, abertura de vagas, expansão da estrutura existente.
A liberação dos recursos, no entanto, ficará condicionada à apresentação, por parte das instituições, de um plano de desenvolvimento em que terão de estar previstas as metas de expansão e as razões. ''Poderá ser um plano regional, trabalhado com outras universidades, até com o Estado e com instituições estaduais e municipais, mas terá que estar relacionado com o projeto de desenvolvimento do País'', explicou o secretário-executivo do MEC, Fernando Haddad, na abertura de um seminário sobre educação superior organizado pelo PCdoB.
Com a proposta, o ministério daria, finalmente, a autonomia gerencial às universidades federais. Caberia aos reitores administrar os recursos de custeio e de investimento básico, como em materiais ou contratação de pessoal. No entanto, o MEC ainda teria controle sobre parte dos recursos, podendo direcionar e controlar o crescimento das instituições.

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