MEC espera 7,5 milhões de inscrições para o Enem
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segunda-feira, 07 de maio de 2018
Simoni Saris<br>Reportagem Local 

Os alunos do terceiro ano do ensino médio que farão as provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) neste ano têm até o próximo dia 18 para se inscreverem no concurso. O prazo começou às 10 horas desta segunda-feira (7) e, segundo o MEC (Ministério da Educação), em pouco mais de uma hora, 192 mil estudantes já haviam realizado o procedimento, uma média de duas mil inscrições por minuto. A expectativa do ministério é de que 7,5 milhões de pessoas se inscrevam para o exame em 2018. O pagamento da taxa deve ser feito até às 23h59 do dia 23 de maio.
As inscrições devem ser feitas no site do Inep (Instituto Nacional de Educação e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), no endereço www.inep.gov.br. O valor da taxa é de R$ 82, o mesmo cobrado no ano passado, e pode ser pago em agências bancárias, nos Correios ou em casas lotéricas. Após o preenchimento do formulário de inscrição, os candidatos devem gerar a GRU para pagar a taxa. Nesta segunda-feira, candidatos relataram dificuldades para gerar o documento. A orientação do Inep para quem tiver problemas é trocar de navegador.
PREPARAÇÃO
A nota obtida nas provas do Enem é o principal meio de acesso às universidades públicas do País e para os alunos que estão concluindo o ensino médio de olho em uma vaga em alguma instituição de ensino superior federal ou estadual, a grande preocupação é se preparar para conseguir o melhor desempenho no exame. Alunas do terceiro ano do ensino médio do Centro Estadual de Educação Profissional Maria do Rosário Castaldi, em Londrina, Monica Adriana Moraes Camargo, Erica Margani e Aimée Silva Amaral de Souza já estão empenhadas em seguir um plano de estudos que lhes dê a tranquilidade necessária para obter uma boa nota na avaliação nacional.
Margani e Souza começaram no ano passado a estudar para o Enem. Camargo está focada no exame desde o início deste ano. Alunas de escola pública, elas sabem que estão em desvantagem em relação aos alunos de escolas particulares, especialmente pela carga horária menor, mas não desanimam e tentam encontrar meios de corrigir as diferenças por conta própria. "Trabalho pela manhã e estudo à tarde, então vou começar a fazer um curso online. Em redação, por exemplo, são dois professores que corrigem duas redações por mês", conta Camargo. A redação, revela ela, é um dos conteúdos que considera mais importantes para garantir um bom resultado no Enem. "Com uma boa nota na redação, eu consigo uma boa colocação."
Desde a metade do segundo ano do ensino médio Margani começou a estudar para o Enem. A seis meses do exame, ela tenta se organizar para aprender e revisar todo o conteúdo a tempo. "Baixei aplicativos com perguntas e respostas e acesso vídeos na internet. Minha tia é professora de português e nos finais de semana ela tira as minhas dúvidas", conta a estudante.
Recorrer aos parentes também é uma das estratégias de Souza para conseguir uma boa nota na prova. A avó e as tias são professoras e ajudam em tudo o que podem. Ela também montou, junto com amigos, uma planilha de estudos que segue rigorosamente. "A planilha tem horário para ser cumprido. Tenho horário para vir para a escola e também leio, faço redação. À noite, pego umas matérias e vou revisando. Sou bem disciplinada", comenta.
Professores de arte e de história do CEEP Professora Maria do Rosário Castaldi, Carlo Cruz Melo e Eloir Valença reconhecem que as desvantagens para os estudantes de escolas públicas existem, mas afirmam que o empenho dos professores e da equipe pedagógica é fundamental para que os alunos alcancem bons resultados. "A gente corre atrás do conteúdo e as nossas provas são no modelo do vestibular e do Enem. O Enem tem áreas divididas por conhecimento e oriento meus alunos a irem atrás das áreas de conhecimento com seus componentes curriculares e não só das disciplinas", ressaltou Valença.
Tão importante quanto a dedicação dos professores, destacou Melo, é o esforço de cada estudante. Ele divide os alunos em três grupos: o que não está preocupado com o vestibular; o que estuda sozinho e o que frequenta a escola e o cursinho, pago ou gratuito, paralelamente. "Estes dois últimos grupos são os mais preocupados e atentos e os que têm mais chances de se sair melhor."
MUDANÇAS
Algumas mudanças foram feitas nas regras do Enem 2018. Uma das principais delas foi em relação à forma de solicitação de gratuidade da taxa de inscrição, que neste ano deveria ter sido feita antecipadamente, entre 2 e 11 de abril, juntamente com a justificativa de ausência no Enem 2017 para aqueles que tiveram aprovado o pedido de isenção da taxa no ano passado, mas não compareceram para realizar as provas.
Ao todo, 3,3 milhões de pessoas que solicitaram a isenção do pagamento da taxa tiveram o pedido aprovado e 457 mil pedidos foram indeferidos por ausência de documentos que comprovassem o direito à gratuidade. Entre estes, estavam os estudantes que foram liberados do pagamento da taxa em 2017, mas não compareceram para fazer as provas e neste ano não apresentaram as justificativas para a ausência. O governo federal estima um prejuízo de até R$ 962 milhões nos últimos anos em razão do não comparecimento de candidatos.
O MEC reforça, no entanto, que mesmo quem teve o pedido de isenção aprovado deve fazer a inscrição entre 7 e 18 de maio, já que a aprovação não garante a participação no exame.
PROVAS
Neste ano, o MEC manteve os dois dias de provas do Enem, mas aumentou para cinco horas o prazo para realização do exame. As provas acontecem aos domingos, nos dias 4 e 11 de novembro, das 13h30 às 18h30. No primeiro dia, serão aplicadas as provas de redação, ciências humanas e linguagens. No dia 11, os candidatos responderão às questões de matemática e ciências naturais.
Para acompanhar as informações sobre o exame, os inscritos podem baixar o aplicativo para celular Enem 2018, disponível gratuitamente no Google Play e na App Store. (Com informações da Folhapress).


