MEC divulga hoje proposta de reforma no ensino médio
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quinta-feira, 03 de julho de 1997
Agência Estado Brasília 
A inadequação do currículo é um dos fatores negativos do ensino médio, disse ontem o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, ao justificar as mudanças que o governo pretende imprimir no 2º grau. Com base na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), o ministério divulgará hoje uma proposta de reforma do currículo do curso que institui um núcleo comum obrigatório de disciplinas e possibilita aos estudantes optar por outros módulos de matérias que se aproximem de suas habilidades. Esses módulos complementares não precisarão ser feitos na própria escola do aluno.
O ministro não quis adiantar ontem os detalhes da proposta, mas afirmou que a idéia é manter a duração do curso de 2º grau, de três anos. O MEC considera o currículo de 2º grau enciclopédico e pouco eficiente. Como exemplo, o ministro lembrou que o Sistema de Avaliação do Ensino Básico (Saeb) revelou que apenas 1% dos alunos do último ano conseguiu, no ano passado, atingir o nível mais alto da escala de conhecimentos em Língua Portuguesa. Hoje, o 2º grau é rígido, limita o desempenho do aluno e impede que ele se desenvolva, afirmou Paulo Renato.
A mobilidade de estrutura está prevista na LDB. O artigo 26 diz que os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela. No ensino médio devem ser destacadas, segundo a LDB, a educação tecnológica básica e os conhecimentos de filosofia e sociologia, além de uma língua estrangeira.
A proposta do MEC - que será enviada ao Conselho Nacional de Educação para que se abra o debate com instituições de ensino - prevê que o aluno possa fazer matérias complementares em outras escolas, desde que a sua própria instituição reconheça oficialmente a situação.


