Londrina - O Ministério da Educação (MEC) anunciou ontem o corte de mais 2.794 vagas em 153 cursos que obtiveram resultado insatisfatório nas avaliações de qualidade promovidas pela pasta. A medida atinge graduações em biomedicina, nutrição e fisioterapia que tiveram nota 1 ou 2 no Conceito Preliminar de Curso (CPC) de 2010.
Em Londrina, houve corte no curso de nutrição do Centro Universitário Filadélfia (UniFil). Das 80 vagas ofertadas, foram reduzidas 12, deixando o curso com 68 vagas. O conceito obtido pela instituição foi de 1,92. O indicador afere a qualidade da oferta do ensino em uma escala que vai de 1 a 5, e notas abaixo de 2 sofreram corte de vagas.
A reportagem tentou contato com a coordenadora do curso, Nilcéia Godoy Mendes, mas ela estava em uma reunião com o reitor e não retornou às ligações. Na quarta-feira, o Ministério já havia anunciado o corte de 17 vagas no curso de farmácia da UniFil.
Desde que foram divulgados os resultados do CPC de 2010, o ministério já cortou mais de 7 mil vagas em faculdades que oferecem cursos consideradas de baixa qualidade. Além das áreas anunciadas ontem, também houve redução da oferta de vagas em medicina, odontologia e enfermagem. O MEC informou que pretende suspender, até o fim do ano, 50 mil vagas. As medidas também atingirão graduações de ciências contábeis e administração. Na avaliação do ano passado, 594 dos 4.143 cursos avaliados tiveram CPC 1 ou 2. A nota 3 é considerada satisfatória e CPCs 4 e 5 indicam que o curso é de boa qualidade.
As instituições de ensino terão um ano para cumprir as exigências do termo de saneamento de deficiências que será firmado com o governo. Após esse período, o MEC fará uma nova avaliação para verificar o cumprimento das exigências. Se as deficiências não forem corrigidas, as instituições poderão, ao fim do processo, ser descredenciadas pelo MEC.

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