Londrina - O corretor de imóveis Roberto (nome fictício) teve seu carro levado por bandidos há cerca de um mês. Ele tinha acabado de deixar a esposa e o filho de 2 anos em casa e estava a poucos metros de casa quando dois homens em uma moto sinalizaram para que ele parasse. Sem saber do que se tratava, diminuiu a velocidade e baixou o vidro. Foi quando os homens se aproveitaram e apontaram a arma para sua cabeça. "Mantive a calma e dizia para levarem o carro sem violência, mas eles me intimidavam com o revólver. Acredito que se minha esposa estivesse comigo, teria sido diferente, porque, certamente, ela ficaria muito nervosa", lembra.
O fato de não estar junto no momento do crime, entretanto, não diminuiu a angústia dela, uma vez que os documentos pessoais dela, com o endereço, estavam no banco traseiro. "Durante os dias que sucederam, ela ficou muito preocupada em estar sendo seguida e vigiada na frente de casa. À noite, ela não sai mais dirigindo sozinha." Passado o susto e o prejuízo, o corretor declara que esperava que um dia passaria por essa situação. "O volume de tragédias que acontecem é tão grande que, infelizmente, ninguém consegue escapar."
Proprietário da lotérica que foi invadida por ladrões há cerca de 30 dias, Marcelo (nome fictício) tenta restabelecer o ritmo normal de trabalho no local. Ele não estava presente na hora do assalto, mas viu toda a ação pelo vídeo de monitoramento e acionou a polícia. Os funcionários foram amarrados e, por diversas vezes, tiveram armas apontadas na cabeça. "Me considero uma pessoa paranoica em relação a segurança, tanto que, desde que comprei a lotérica, investi muito em equipamentos e ferramentas para eliminar qualquer possibilidade de risco. Mas, por uma falha de segurança no shopping, os bandidos conseguiram entrar", pontua.
No dia seguinte ao episódio, o comerciante diz que houve muita emoção e uma funcionária não conseguiu retornar ao trabalho e pediu demissão. "Hoje, todos estão trabalhando normalmente e parecem ter superado o assalto, principalmente pela rápida ação da polícia e pelo fato dos bandidos terem sido presos. Além disso, o shopping acatou aos pedidos de reforço na segurança." Pessoalmente, ele comenta sua preocupação em ser uma vítima em potencial pelo tipo de negócio em que atua. "Tenho muito medo de ser sequestrado. Mesmo tendo seguranças, estou vulnerável, como toda a população."(M.T.)

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