McCann-Erickson comemora reação do mercado publicitário
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terça-feira, 07 de dezembro de 1999
Por Edilson Coelho 
São Paulo, 07 (AE) - Depois de um começo de ano conturbado, a principal agência de propaganda do País, a McCann-Erickson, finalmente viu o mercado publicitário retomar o fôlego em novembro e agora em dezembro. Confiante no desempenho da agência, que vem crescendo desde setembro, o presidente Jens Olesen refez as contas: a McCann-Erickson deve fechar o ano com crescimento de 5% sobre 1998. O resultado não foi nada mal, considerando que o mercado vem sofrendo às duras penas da recessão econômica. O meio publicitário prevê uma queda de 30% nos negócios em 99.
Para a McCann-Erickson, cujas contas são feitas em dólares, o resultado representou um faturamento em torno de US$ 485 milhões este ano - contra US$ 460 milhões no ano passado. Já o grupo - formado por outras agências de propaganda associadas, empresas de marketing direto e promoção - deve fechar com US$ 520 milhões. Apesar dos problemas encontrados por aqui - parte deve-se à queda de poder aquisitivo da população -, a multinacional de comunicação não deixou de investir.
Ainda faltando 23 dias para fechar o ano, a McCann espera colocar parte de uma reserva de US$ 25 milhões em um novo negócio. Olesen não quis adiantar nada sobre o assunto, preferindo guardar segredo até a próxima semana.
Entre o fim de dezembro e início de janeiro, a McCann-Erickson deverá anunciar como será o funcionamento da MCT
empresa constituída para dar suporte em tecnologia da informação para as outras companhias do grupo e também para terceiros. "Será uma revolução", exagera Olesen, com acentuado sotaque dinamarquês. "Vamos ser os primeiros a ter softwares utilizados na propaganda que vão além da área de mídia." Também em 2000, dentro dos planos do presidente, estão a compra de empresas nas áreas de telemarketing, data base e uma nova agência de propaganda. "Não há outra maneira de continuar crescendo se o investimento for apenas dentro do próprio negócio", ensina ele. Esses novos negócios da McCann deverão levar mais alguns milhões de dólares de investimento. Na América Latina e Caribe, que também passam por problemas econômicos, a McCann-Erickson tem mantido a liderança na região, seguida por JW Thompson, Saatchi & Saatchi, FCB e Young &Rubicam.


