Belo Horizonte, 19 (AE) - A Maxitel, operadora da banda B de telefonia celular em Minas Gerais, Bahia e Sergipe, vai ampliar em R$ 90 milhões os investimentos previstos para este exercício em Minas, para acelerar seu processo de ampliação da área de cobertura e aumento de eficiência das atuais estações de transmissão de sinais (Estações Radio-Base - ERBs) instaladas.
O plano de investimentos previsto para o ano era de R$ 300 milhões para serem investidos nos três estados de atuação da empresa, sendo que Minas receberia R$ 110 milhões deste total. Com o acréscimo, os investimentos totais no estado somarão R$ 200 milhões. "O mercado indicou que havia necessidade de ampliar a cobertura", avalia o presidente da empresa, Mário Mariz.
Ao final de setembro a empresa já terá alcançado a meta prevista para todo o ano, em termos de municípios cobertos pelo seu sistema, que é 100% digital. Atualmente a empresa atende 40 municípios mineiros, que representam 40% da população do Estado.
Até setembro este número sobe para 62 municípios, representando 53% da população. "Até o final do ano devemos ultrapassar os 130 municípios, chegando bem próximo dos 140, atendendo cerca de 70% da população de Minas Gerais", explica o executivo.
Com a cobertura atual, a empresa já contabiliza 130 mil clientes, sendo que deste total cerca de 43% são provenientes do serviço de telefonia móvel por cartão, o conhecido serviço pré-pago. Mariz evita falar em número de novos clientes até o final do ano, mas aposta num crescimento proporcional à ampliação de sua área de cobertura.
Os R$ 90 milhões adicionais aos investimentos inicialmente previstos serão colocados parte com recursos próprios dos sócios da empresa - Grupo Vicunha, GlobalPar, Bradesco e Itália Telecom Mobile - e parte através de captação no mercado financeiro internacional. "São captações com prazo longo, entre 8 a 10 anos, com taxas melhores do que as praticadas no mercado interno", ressalta o executivo.
Perspectivas - A diretoria da Maxitel mantém sua convicção no crescimento do mercado de telefonia móvel celular no País neste segundo semestre, mas está preocupada com a possibilidade de falta de aparelhos para compra no mercado. Segundo Mariz, as empresas fabricantes de aparelhos celulares previam para este ano a colocação de 16 milhões de novos aparelhos no mercado brasileiro.
Somente até junho já foram vendidos cerca de 10 milhões. "Se imaginarmos que o primeiro semestre representa 45% das vendas do ano poderemos ter um déficit de aparelhos no mercado"
ressalta. Esta retração na produção de novos aparelhos de telefonia móvel poderia prejudicar as promoções de venda das operadoras, de acordo com a avaliação do executivo.
Ainda assim, Mariz afirmou que a empresa já vem buscando negociar com os produtores locais uma forma de garantir a produção de aparelhos, tentando com isto evitar problemas neste segundo semestre. "O que é descartado é a importação de aparelhos que é economicamente inviável", disse.

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