Mauro Janene é condenado a 11 anos de prisão pela morte de Estela Pacheco
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quinta-feira, 22 de março de 2018
Reportagem Local
SENTENÇA
Mauro Janene é condenado a 11 anos de prisão pela morte de Estela Pacheco. Como estava solto, ele tem o direito de recorrer em liberdade.
PORTAS FECHADAS (23H02)
Salão do júri é esvaziado e réu conduzido para uma outra sala para aguardar o veredito. Neste momento as portas só serão abertas após a votação.
ACABARAM AS TRÉPLICAS (22H53)
Juiz dá as instruções para as juradas. Julgamento entra em fase final. "Estou questionando a existência de um crime"
ÚLTIMOS MOMENTOS(22h30)
Tem início a última tréplica. Defesa pede que júri desconsidere culpa na morte. "A intenção de matar. Essa é a questão. Ele não teve essa intenção". MP criticou, alegando que pedir isso é estratégia para pegar pena baixa. As arguições continuam e a expectativa é que o último discurso siga até as 23h40.
MP COMEÇA (21H21)
Ministério Público inicia as tréplicas, último momento antes dos jurados se reunirem para responder os questionamentos que vão basear o veredito do juiz.
INTERVALO (21H04)
Sessão suspensa por 10 minutos. Voltamos com as tréplicas.
DEFESA CONCLUI (20H58)
A advogada de defesa condena o pré-julgamento, critica os laudos periciais e pede a absolvição do réu. "Ponderem incongruências, levem em consideração que as discrepâncias não são nada avassaladoras. A essência não muda. De forma nenhuma o réu quis que isso acontecesse".
PERITO SE MUDOU PARA CHINA (20H18)
A advogada Gabriela Silva critica os peritos que assinaram o laudo oficial e que não compareceram ao julgamento. São três: Um morava em Portugal e, hoje, está na China. Outros dois alegaram muito tempo passado e pelo desaforamento, não são obrigados a comparecer.
QUEDA SILENCIOSA (20H02)
Defesa sustenta que Estela Pacheco teria caído em silêncio, sem gritar, sob efeito da droga. "Eles não se atentaram ao perigo", argumenta.
'INCONGRUÊNCIAS' (19H59)
Advogada admite que houve algumas "incongruências" nos depoimentos do réu, mas que tirando o boletim de ocorrência, na delegacia, as versões são praticamente as mesmas.
JUSTIFICATIVAS (19H55)
Advogada aponta que a demora para o julgamento (sete adiamentos) se deu por causa da tramitação do processo. Um habeas corpus demorou para ser julgado em Brasília, de acordo com ela.
AMEAÇAS (19H50)
Gabriela Silva disse que recebeu ameaças no Facebook por defender o réu e até perseguição de uma "juíza" de Londrina.
IMPRENSA CRITICADA (19H46)
Advogada criticou a imprensa que usa o sobrenome Janene e não Costa para identificar Mauro e associá-lo a José Janene, parente de longe, o qual o cliente não tinha contato. "O furor da imprensa sempre foi contra por conta do sobrenome".
TESTEMUNHAS (19H41)
"Não temos testemunhas, ninguém viu a queda, o único espectador foi o Mauro. A presença das testemunhas de defesa não foi para cansar os jurados, não é estratégia. O problema é que temos um laudo com muitos problemas, que não retrata a realidade", argumenta a advogada de defesa.
DEFESA COM A PALAVRA (19H38)
A advogada Gabriela Silva lembrou que a irmã caçula de Janene morreu há três dias, vítima de pneumonia. "Cumprimento a família da vítima e também a família de Janene, que perdeu a filha caçula há três dias e mesmo assim conseguiram forças para estar aqui".
CONDENAÇÃO (19H31)
Acusação mostra contradições e pede às juradas a condenação pelo réu ter lançado o corpo e por fraude: "meu requerimento nada mais é que a Justiça"
NOITE (19H16)
Julgamento que começou às 8h30 da manhã desta quinta-feira já invade a noite em Ponta Grossa.
'PARECERISTAS PARTICULARES' (19H06)
Promotor expõe conclusão dos peritos oficiais, que afirma que Estela já estava morta quando foi jogada. Segundo ele, esta é a versão oficial, não a de "pareceristas particulares", como definiu o perito e o legista, testemunhas de defesa.
PROMOTOR VOLTA (18H56)
Palavra está com o promotor Almir Santos que analisa questões técnicas.
CONTRADIÇÕES (18H42)
Assistente da acusação lembra que policiais que atenderam a ocorrência relataram, em juízo, que Janene teria dito que os dois estavam brincando de pular do prédio e se surpreendeu quando ela pulou de verdade. Depois, a versão foi mudada pelo réu.
BRIGA (18H33)
O advogado cita o relato de uma depoente, amiga de Estela, que não está entre as testemunhas ouvidas no júri. Segundo ela, Janene e Estela teriam brigado em um bar antes de ir para o apartamento. Ele acusava a namorada de ter ficado com um amigo dele no dia anterior. A depoente tambem disse que ficou com o réu uma vez e que ele seria "violento".
DESESPERO (18H25)
"Assumi a assistência de acusação e já tive a infelicidade de ver dois júris suspensos e ver também o desespero da família. Desespero é o mínimo", afirma o advogado Marcos Ticianelli, enquanto a filha de Estela, Laila chora emocionada com familiares.
JÚRI FORMADO POR MULHERES (18H12)
"Quis o destino que um crime tão rumoroso de violência contra uma mulher, fosse julgado por sete mulheres. Não é por acaso que as senhoras estão aqui", declarou o promotor.
DEBATES (18H10)
Julgamento entra na fase de debates. MP terá até 1h30 e em seguida defesa tem o mesmo tempo para as argumentações no período das réplicas. Depois, mais 1h30 para acusação e defesa nas tréplicas.
PROMOTOR COM A PALAVRA (18H02)
Julgamento retorna com o Ministério Público. Promotor Almir Santos faz homenagem ao juiz André Luiz Schafranski, encontrado morto na quarta-feira (21) em Ponta Grossa.
INTERVALO (17H38)
Antes da sessão ser suspensa, o pecuarista negou que tivesse uma caminhonete e que ia buscá-la em casa, como a família de Estela defende.
DEFESA (17h32)
Advogada de defesa começa a fazer questionamentos ao réu, que afirma que não tinha um relacionamento sério com Estela.
ACIDENTE NA VERSÃO DO RÉU (17H20)
Na versão de Janene, Estela estava sonolenta na sacada. Ele pegou-a no colo e suspendeu. Em seguida, ela escorregou dos seus braços. "Foi muito rápido", disse.
USO DE DROGAS (17H)
Janene é questionado o motivo de ter negado, anteriormente, o uso de drogas. MP questiona a contradição, ele responde que talvez não tenha falado por medo.
RECONSTITUIÇÃO (16H50)
Ministério Público apresenta imagens da reconstituição com boneco próximo ao parapeito da sacada.
BANCO DOS RÉUS (16H37)
Após ser questionado, Janene, atualmente com 52 anos, afirma que ele e Estela beberam e fumaram maconha. De acordo com a versão do réu, ela estava sonolenta na sacada. Em seguida, ele ligou imediatamente para o 190 e a PM levou 10 minutos para chegar ao local. Janene disse que ficou desesperado. Questionado se prestou auxílio aos familiares de Estela, ele respondeu que passou 90 dias sem condições psicológicas.
TESTEMUNHAS ENCERRADAS (16H20)
Após o mais longo depoimento até agora, o réu Mauro Janene começa a ser interrogado.
TENSÃO - PARTE 2 (15H59)
A acusação questiona a frase de Silva no parecer: "existia efetiva pré-disposição suicida". "Com base em que foi feita essa afirmação?" Silva disse que falou de uma forma genérica, analisando combinação de álcool e drogas. O advogado assistente da acusação, Marcos Ticianelli, diz que não há provas que ela consumiu droga. Silva responde que não há porque não foi feito exame toxicológico.
De acordo com o perito, só foi feito exame de alcoolemia que apontou 1,2 de concentração de álcool no sangue. Segundo Silva, esse tipo de embriaguez não altera os sentidos, mas pode ser potencializado se houver uso de drogas.
TENSÃO (15H17)
Promotor pede respostas e perito Francisco Silva retruca: posso terminar? Na sequência, advogada de defesa afirma que o promotor não deixa a testemunha responder e que está agindo de má-fé
MP COM A PALAVRA (15H10)
Ministério Público começa a questionar o perito Francisco Silva.
ACUSADO POR ABUSO SEXUAL (15H)
A defesa pediu para que o médico esclarecesse questões de processo criminal que ele respondeu, para evitar qualquer tipo de questionamento. Silva citou que foi processado por abuso sexual mediante fraude. Mas, o crime prescreveu quando ele completou 70 anos, com conformidade do MP.
DEPOIMENTO MAIS LONGO (14H47)
Depoimento do perito Francisco Silva ultrapassa duas horas apenas com questionamentos da defesa. Ministério Público ainda deve interrogar a testemunha chamada pela defesa.
LEIA MAIS
Confira a matéria da Folha de Londrina, que acompanha a repercussão do julgamento em Londrina:
Em dia de julgamento, coletivo faz vigília em ato contra feminicídios
ADVERTÊNCIA (14H31)
Juiz pediu para o perito Francisco Silva responder objetivamente e não citar outros casos para não confundir os jurados. Defesa argumenta que explicação detalhada dos termos médicos é importante, uma vez que os jurados são leigos.
LINHA DO TEMPO
RECOMEÇA (13H50)
Após intervalo, julgamento recomeça no Tribunal em Ponta Grossa; perito da defesa segue argumentado sobre lesões vitais
INTERVALO (12H43)
O juiz Bittencourt interrompe o depoimento do legista para o intervalo do almoço. Francisco Silva voltará a falar em 45 minutos.
OPINIÃO (12H35)
Para o legista, se Estela já estivesse morta e o corpo dela fosse atirado de 35 metros, teria que haver fraturas de bacia e tórax. O servidor aposentado acredita em queda acidental pela pouca distância do corpo em relação à parede. Ele respondendo perguntas da defesa, representada pela advogada Gabriela Silva.
MANIFESTAÇÃO (12H11)
Enquanto o julgamento transcorre nos Campos Gerais, integrantes do movimento "Justiça para Estela" fazem um ato na manhã desta quinta-feira (22) em frente ao Fórum Criminal de Londrina. O grupo foi criado pela filha da professora, Laila Pacheco, para não deixar cair no esquecimento a história de Estela e a batalha da família dela pela realização do júri, que já foi protelado sete vezes.
TAXATIVO (11H54)
Silva segue a linha da testemunha anterior. Ele citou questões técnicas para desqualificar a autópsia feita à época. Diz que não veio defender Estela ou o réu, mas desfazer contradições no laudo de necropsia.
PERFIL (11H41)
O júri que vai definir o futuro de Mauro Janene é composto por sete mulheres.
DA CRIMINALÍSTICA PARA O IML (11H35)
Depois das palavras do perito Casanova, o legista Francisco Moraes Silva é convocado a falar em plenário. Ele é professor da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e se aposentou do serviço público em 2013. Antes de deixar o IML, ocupou um cargo de chefia na pasta. Afirmou que já realizou mais de 15 mil autópsias.
INTERRUPÇÃO (11H18)
O juiz Luiz Carlos Fortes Bittencourt determinou uma pausa de cinco minutos. Até agora, um perito criminal, a irmã e uma amiga de Estela Pacheco depuseram. O júri já passa de duas horas. No Tribunal, poucas pessoas acompanham o desfecho de um casos criminais mais emblemáticos de Londrina.
PERITO FOI PAGO? (11h02)
O MP perguntou se Casanova foi contratado para fazer a assistência técnica do laudo oficial emitido pelo Instituto de Criminalística de Londrina. Sem tangenciar, ele respondeu que sim. E acrescentou. "É muito justo que isso ocorra".
A VEZ DO MP (10H55)
Leocádio Casanova é questionado pelo Ministério Público.
CLIMA QUENTE (10H43)
Perito continua falando. Em um dos vários apontamentos, Casanova disse que Estela estaria viva quando foi jogada. Laila Pacheco, ao ouvir a afirmação, ironizou rapidamente com um riso de revolta, mas foi orientada pelo juiz Bittencourt para que não se manifestasse.
DÚVIDAS NO LAUDO (10H19)
Para Casanova, a perícia feita no local onde Estela morreu "foi muito interpretativa", carecendo assim de uma análise mais aprofundada.
PERÍCIA (10H15)
Agora é a vez do perito criminal Leocádio Casanova, arrolado pela defesa, falar no Tribunal. Ele explica aos jurados e demais presentes da sessão como é elaborada uma perícia em local de morte. "Em casos de queda, a causa mais comum é acidente, seguido de suicídio e só depois o homicídio", pontuou o servidor. O corpo de Estela Pacheco foi lançado do 12ª andar de um prédio de alto padrão da rua Paranaguá, onde Janene morava.
DEFININDO ESTELA (10H10)
"Minha irmã era uma pessoa cheia de luz. Ela nunca tiraria a própria vida", assim Maria Eliza descreveu o perfil da irmã. No depoimento, ela lembrou do trabalho de Estela com crianças e afirmou que nunca havia visto Mauro Janene.
SEGUNDA TESTEMUNHA (9H50)
A segunda pessoa a depor é a irmã de Estela, Maria Eliza Correa Pacheco. Segundo o juiz, ela será ouvida como informante pelo grau de parentesco com a professora.
RÁPIDO (9H40)
O depoimento de Ilda Santos não durou mais que 10 minutos. Ela disse ter aconselhado Estela a abdicar do relacionamento amoroso com Janene, além de ter afirmado que viu marcas de agressão por mais de uma vez no corpo da amiga.
DEPOIMENTOS (9H30)
A primeira testemunha de acusação a depor é Ilda Ione Veiga dos Santos, que era amiga de Estela. A advogada Gabriela Silva protestou. Ela pediu que a depoente fosse ouvida como informante. Porém, o juiz Bittencourt entendeu que, por Ilda não ter mantido uma amizade íntima com a professora, os esclarecimentos não seriam prejudicados.
PEDIDO NEGADO (9H26)
A advogada Gabriela Silva disse que considera nulo o julgamento pela falta de testemunhas. Por causa da transferência para Ponta Grossa, o Ministério Público nenhuma testemunha é obrigada a comparecer. O pedido da defesa de Janene foi negado.
JÚRI MANTIDO (9H17)
O juiz Luiz Carlos Fortes Bittencourt, que preside a sessão, relembrou aos presentes que, mesmo com a morte do magistrado André Schafranski, o júri de Janene foi mantido. O caso levou ao fechamento do Fórum na última quarta-feira.
JANENE CHEGA (8H56)
Acompanhado da advogada Gabriela Silva, Mauro Janene chegou ao Fórum e não quis falar com a imprensa. "Sou inocente", disse, reservadamente, aos jornalistas. No final do júri, ele prometeu que a defesa se pronunciaria.
ACUSAÇÃO PRESENTE (8H40)
O advogado Marcos Ticianelli, que representa a família de Estela, chegou há pouco no Fórum. Mauro Janene Costa ainda é aguardado.
PORTAS FECHADAS (8h30)
Pontualmente às 8h30, serventuários da Justiça e familiares da professora aguardavam a abertura do Fórum de Ponta Grossa. A sessão do Tribunal do Júri será presidida pelo juiz Luiz Carlos Fortes Bittencourt.
O julgamento do pecuarista Mauro Janene Costa, acusado de matar a professora Estela Pacheco, 35 anos, em outubro de 2000 em um apartamento luxuoso do centro da cidade, está previsto para começar às 8h30 desta quinta-feira (22), no Tribunal do Júri de Ponta Grossa. A Justiça optou em realizar a audiência nos Campos Gerais depois que a defesa do réu alegou possível influência popular se o processo fosse encerrado em Londrina.
Relembre aqui a trajetória de Estela Pacheco
A sessão, adiada já sete vezes, será presidida pelo juiz Luiz Carlos Fortes Bittencourt. Nesta quarta, o Fórum de Ponta Grossa ficou fechado pelo falecimento do titular da 2º Vara Criminal local, André Luiz Schafranski, encontrado morto em seu próprio apartamento. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil. Mesmo assim, o Tribunal de Justiça confirmou a realização do júri.
A filha de Estela, a jornalista Laila Pacheco Menechino, concedeu entrevista à FOLHA.
(com informações do repórter Celso Felizardo, da Folha de Londrina)