Mauch nega negociação com Cacciola
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segunda-feira, 26 de abril de 1999
Por Adriana Fernandes 
Brasília, 27 (AE) - O ex-diretor de Fiscalização do Banco Central Cláudio Mauch afirmou aos integrantes da CPI dos Bancos, no Senado, que não existe discrepância entre o conteúdo de seu depoimento à Polícia Federal e as declarações feitas à PF pelo ex-presidente do BC Francisco Lopes. Tanto Lopes quanto Mauch negaram que tivessem negociado com o presidente do Banco Marka, Salvatore Cacciola, a venda de dólares ao Marka. Mauch disse que não recebeu pessoalmente Cacciola e que foi o pessoal da área técnica da sua diretoria que fez o levantamento para a operação.
Segundo Mauch, o que pode parecer discrepância desaparece quando se verifica que a operação foi aprovada por toda a diretoria do Banco Central. O ex-diretor fez essas afirmações em resposta ao senador Siqueira Campos (PFL-TO), que pediu a Mauch para fazer um relato sobre como foram as atividades no Banco Central no dia 14 de janeiro. Campos questionava o fato de ter havido muitas coincidências nesse dia, quando foi aprovada a operação de socorro do BC ao Banco Marka e anunciada a decisão de Mauch de deixar o cargo. O ex-diretor disse que foi um dia bastante nervoso e que "o mercado fecha e tem os seus horários".
Observou que o BC vivia o momento de introdução de uma nova política cambial e de entrada de um novo presidente. Mauch lembrou que foi no dia 13 que Cacciola esteve em Brasília, e não no dia 14, pedindo ajuda do BC. O ex-diretor reafirmou que, no caso, o BC agiu inteiramente de acordo com a Lei.


