Telêmaco Borba - A Copel comemorou o reforço de 361 megawatts na produção de energia elétrica do País em 2013 com a entrada ontem em operação da Usina Hidrelétrica Mauá, entre os municípios de Telêmaco Borba e Ortigueira, nos Campos Gerais. A cúpula da empresa considera a entrada em operação da usina como um ganho ambiental importante já que os baixos níveis nos reservatórios do Sul e do Sudeste obrigaram o governo federal a colocar em operação centrais termoelétricas.
De acordo com os cálculos da companhia, o dióxido carbono que deixará de ser liberado na atmosfera pelo correspondente desligamento das termoelétricas é de cerca de 4,7 mil toneladas por ano, equivalente ao sequestro de CO2 de uma floresta de 45 mil hectares de eucaliptos.
''Mauá começou a operar num momento extremamente importante para o sistema, que opera em equilíbrio tênue pela falta de chuvas ou pelo atraso das chuvas, estando os reservatórios, lamentavelmente, com seus volumes de água em seus mínimos'', afirmou em discurso o presidente da Copel, Lindolfo Zimer.
A inauguração reuniu cerca de 500 pessoas em uma tenda montada ao lado da Casa de Força principal e contou com a presença do governador Beto Richa (PSDB) e da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que representou a presidente Dilma Rousseff. Ambos foram incumbidos de acionar simbolicamente um dos geradores, o que aconteceu por volta do 12h30.
Em sua plenitude, Mauá - instalada no Rio Tibagi, entre os municípios de Telêmaco Borba e Ortigueira (Campos Gerais) - produzirá energia suficiente para abastecer um milhão de consumidores residenciais. Das cinco unidades geradoras, duas já estão funcionando. A energia produzida em Mauá é distribuída ao sistema nacional a partir de subestações instaladas em Figueira, Jaguariaíva e Telêmaco Borba. O Consórcio Energético Cruzeiro do Sul, que construiu e vai operar a unidade, tem composição majoritária da Copel (51%) e minoritário da Eletrosul. A obra custou cerca de R$ 1,4 bilhão.
O governador lembrou que os investimentos em energia possibilitam investimentos como o que a Klabin deverá implementar em uma planta industrial em Ortigueira, que irá gerar 1,6 mil empregos diretos, com investimentos na ordem de R$ 7 bilhões. ''Sem energia não há indústria, nem desenvolvimento. Ao gerar energia, a Copel está gerando empregos e qualidade de vida'', afirmou.
A ministra Gleisi Hoffmann lembrou que a obra está incluída na Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e que gerou 6 mil empregos na sua construção. ''Estar aqui, no nosso estado, no momento que inauguramos uma obra de tanta relevância para o desenvolvimento do interior do Paraná é uma alegria para mim''.

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