Londrina- A chuva e a neblina voltaram a provocar atrasos e cancelamento de voos ontem em Londrina. Dos 14 voos programados, cinco atrasaram (35,7%) e oito foram cancelados (57,1%). O aeroporto ficou repleto de passageiros que aguardavam informações sobre os voos, mas tinham dificuldades de obtê-las devido às filas formadas pelos cancelamentos e atrasos. Parentes e amigos de pessoas que desembarcariam na cidade também ficaram apreensivos com a situação.
O advogado Guilherme Garcia relatou que a saída de seu voo estava prevista para as 8 horas da manhã de ontem, mas teve que remarcar a passagem para hoje de manhã. ''É a velha história. Se tivesse o ILS (Instrument Landing System) não estaríamos passando por isso e poderíamos até aumentar o fluxo de voos para Londrina'', lamentou.
A relações públicas Marly Melo veio de Assis (SP) para pegar um voo para Guarulhos e de lá pegar uma conexão para Recife (PE), reporta que o seu voo foi cancelado e que todos os passageiros foram levados para um hotel. ''Não posso nem reclamar porque foi um efeito da natureza.''
A aposentada Eunice Carvalho partiu de Curitiba e iria desembarcar em Londrina, mas teve de descer em Maringá devido à falta de teto. ''O voo já saiu uma hora atrasado de Curitiba, depois desembarcamos em Maringá, onde ficamos esperando por mais de uma hora por um ônibus para Londrina'', contou a aposentada.
Nem todo mundo demonstrava satisfação com o atendimento. O atleta profissional Rodrigo Santos veio a Londrina para disputar uma partida válida pela Superliga de Vôlei na quarta-feira à noite e reclamou que a companhia aérea não deu toda a atenção. ''Nós ficamos das 7 horas da manhã até as 16h30 esperando uma solução e a única providência da empresa aérea foi fornecer um lanche de pão com presunto e um refrigerante. O almoço quem pagou foi o meu técnico que bancou as refeições para a equipe inteira'', criticou.
A vendedora Marly Duarte vive em Madri (Espanha) e permaneceu das 11 horas da manhã até as 16h30 esperando uma solução para o cancelamento de seu voo. ''Remarquei a passagem, mas já não tinha voo direto para Madri e precisarei fazer uma conxão em Frankfurt'', reclama.
Para quem ficou esperando a chegada de parentes a espera também foi angustiante. O funcionário público Josemar Barbosa veio de Umuarama (Noroeste) afirma que seu cunhado chegaria às 14 horas a Londrina, mas o voo foi cancelado e ele teve de embarcar em um ônibus em Curitiba. ''Estamos ansiosos, pois não temos informação nenhuma sobre ele'', disse.

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