Brasília, 06 (AE) - O secretário de Política Industrial, Hélio Mattar, disse hoje que "será muito difícil para o governo voltar a negociar com o setor automotivo caso as montadoras decidam demitir funcionários". De acordo com o secretário, a terceira edição do regime especial automotivo reduziu a alíquota do IPI até 30 de setembro em troca da manutenção dos empregos até 30 de novembro. "O governo lamenta essa decisão porque o benefício da redução do imposto foi estendido até 30 de setembro e esse período já passou", disse o secretário.
Segundo Mattar, essa decisão das montadoras poderá comprometer os acordos que o governo está acertando com o setor automotivo para estimular a geração de emprego e a exportação, por meio do programa de incentivos às cadeias produtivas.
O secretátio garantiu que, na época da extensão do regime especial automotivo, em agosto, houve um acordo verbal entre os trabalhadores e as montadoras, segundo o qual caso houvesse início de negociações para as reivindicações dos trabalhadores, não haveria greve. "Os trabalhadores dizem que vão entrar em greve porque não houve início de negociações, fica difícil para o governo julgar o que realmente aconteceu", disse Mattar. O secretário afirmou, porém, que embora não se saiba se as montadoras tentaram ou não negociar com trabalhadores, não há nenhuma claúsula no acordo do regime especial automotivo que garanta a quebra do acordo em caso de greve.

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