Matrículas dobraram em dez ano
Londrina - Os dados do Censo do Ensino Superior 2010 apontaram ainda que o número de matrículas em cursos de graduação em todo o País mais que dobrou entre os anos de 2001 e 2010. O salto foi de 3.036.113 para 6.379.299.
O destaque fica para as instituições particulares, que correspondiam a 68,9% dos matriculados em 2001 e passou para 74,2% em 2010. Já as federais, estaduais e municipais tiveram queda no percentual de matrículas em relação ao total de estudantes de graduação.
De acordo com os dados do Censo, quase 1,6 milhão de pessoas ingressaram em instituições de curso superior em todo o País no ano de 2010. A grande maioria (1.181.650) se matriculou em instituições particulares, seguido pelas federais (251.059), estaduais (130.035) e municipais (27.468).
Para a estudante Andriele Felício Coriola, da Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UTFPR) em Londrina, o ensino superior está mais acessível. Ela atribui essa facilidade à mudança das políticas públicas do governo, que aumentaram as vagas em faculdades e universidades. Agora que entrou no curso a jovem traça planos para o futuro. ''Depois de concluir a faculdade quero fazer um bacharelado e um mestrado, pois meu objetivo é dar aulas'', projetou.
O professor Fábio Cezar Ferreira, coordenador da licenciatura em Química da UFTPR, afirma que dos mil alunos que estudam na instituição, 90% ingressaram utilizando o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio. Ele afirma que atualmente o ingresso na instituição só pode ser feito por meio do Enem. ''A realização de um vestibular demanda uma responsabilidade muito grande, desde a elaboração das provas até as correções das redações, e a adoção do Enem como forma de ingresso facilitou muito para a gente, pois delega toda essa responsabilidade'', relatou.
Ao ser questionado se sentiu alguma diferença no nível dos alunos entre os que ingressaram pelo sistema de vestibular e os que entraram pelo Enem, ele afirma que os alunos que entram no segundo semestre, aprovados em segunda chamada utilizando a nota do Enem, têm mais dificuldades, uma vez que a instituição realiza cursos de nivelamento para sanar o problema. ''Muitas vezes eles se tornam os melhores alunos da sala'', relatou.(V.O., com Folhapress)





