Andradina, SP, 13, (AE) - O Escritório Regional de Defesa Agropecuária de Andradina, a 640 quilômetros da Capital, no Noroeste do Estado de São Paulo, possui estatística demonstrando que nos últimos três anos vem diminuindo a quantidade de boiadas que saem do Mato Grosso do Sul para serem engordadas ou abatidas no Estado de São Paulo.
O chefe do escritório, João Carlos Berthola, que controla a entrada de animais nas barreiras de Castilho e Ilha Solteira, informou que o número de bovinos transportados para abate foi o que apresentou maior queda nos últimos anos. Nos dois primeiros meses de 97 entraram 47 mil cabeças para abate através dessas duas cidades, contra 40 mil no mesmo período de 98 e apenas 14 mil em janeiro desse ano. Para atividades de cria ou engorda do rebanho, vieram do Mato Grosso do Sul para São Paulo durante a mesmo período 24 mil cabeças em 97, 16 mil no ano passado e 11 mil esse ano.
Nas últimas semanas houve um aumento do trânsito de gado entre os dois Estados, provocado especialmente pela decisão do Ministério da Agricultura e do Circuito Pecuário do Centro-Oeste
em limitar o transporte a partir do dia primeiro de julho. Mas Berthola não acredita que ele deva provocar prejuízo aos pecuaristas e empresários dos dois Estados.
A medida faz parte de um procedimento sanitário para aumentar a segurança do gado paulista, há dois anos livre da febre aftosa. A doença foi detectada em Naviraí-MS a poucos quilômetros da divisa paulista, através de dois focos no início do ano.
A Secretaria da Agricultura de São Paulo está adquirindo veículos e contratando pessoal para trabalhar em 7 barreiras fixas e outras móveis que estarão coibindo o trânsito de gado sem atestado de vacinação ou sem o exame sorológico que determina ausência do vírus da febre.

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