Londrina - Terrenos particulares estão sendo usados como verdadeiros lixões a céu aberto. Basta percorrer alguns bairros da cidade para constatar tal problema. No final da Avenida Jorge Casoni, na Vila Casoni (Região Central), o mato toma conta de um lote colocado à venda. No local também são encontrados materiais de construção, móveis velhos, galhos, peças de automóveis e até rejeito orgânico. O vai e vem de carroceiros é constante. ''Tem também caminhões que depositam o lixo aqui'', revelou o construtor José Almeida Lopes. O terreno fica em frente à casa dele e gera uma série de transtornos. ''De noite, muitos ateiam fogo e é ruim para dormir'', criticou.
''Eles pedem para a gente cuidar do nosso quintal, mas isso aqui ninguém cuida não'', lamentou a dona de casa Suzete Girotto. No terreno baldio localizado em frente à residência dela, no Jardim Tatiane (Zona Leste), estão espalhados vários sacos com lixo reciclável. ''Antes, eles amontoavam aqui e depois pararam de recolher. Minha preocupação é com os bichos e a dengue, claro'', disse. No último verão, o marido dela ficou internado duas semanas com dengue.
No Bairro Aeroporto (Zona Leste), o mato com mais de um metro de altura toma conta do terreno vizinho da casa da aposentada Maria José Fonseca. ''Gostaria que cuidassem mais, que ficassem mais atentos com o mato e os bichos'', criticou.
Segundo a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Londrina tem cerca de 30 mil terreno particulares e muitos não são conservados. A Companhia notificou todos os proprietários para arrumarem seus lotes até o dia 15 de janeiro. Quem descumprir a determinação corre risco de ser multado. ''Esta é a primeira notificação e logo em seguida será publicada a outra. A partir de fevereiro, todos os proprietários estarão passíveis de multa e cobrança do serviço'', alertou o Diretor de Operações da CMTU, Luciano Borrozino.
A multa chega a R$ 1 o metro quadrado, além de outro R$ 1 o metro quadrado do serviço realizado. Ano passado foram autuados mais de mil proprietários de terrenos particulares. A CMTU promete agilizar a roçagem dos terrenos públicos. O contrato com a Visatec, que executa o serviço, determina corte de pelo menos 2,5 milhões de metros quadrados de área ao custo de R$ 0,076 o metro quadrado realizado.

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