Mateus Meira premeditou crime
Agência Estado
De São Paulo
O estudante Mateus da Costa Meira, de 24 anos, que na noite de 3 de novembro matou três pessoas e feriu outras cinco a tiros de submetralhadora no MorumbiShopping, usava nomes falsos, estava à procura de armas pesadas desde outubro e vendia CDs piratas pela Internet. As revelações estão no laudo entregue ontem pelo Instituto de Criminalística (IC) ao delegado Olavo Reino Francisco.
O perito informou em seu laudo que os e-mails encontrados são, em sua maioria, relacionados com os CDs piratas de engenharia, test-drive, games, Fifa 99. Há também uma lista das dívidas de Meira com cinco bancos, no total de R$ 97.200,00.
O delegado Reino Francisco informou que vai instaurar inquérito contra Meira por crimes de estelionato, ameaça, falsificação e pirataria. Não tenho dúvida que Mateus premeditou as mortes no cinema. Para anunciar a venda dos CDs piratas, Meira usava os nomes falsos.
O delegado afirmou que nos e-mails mandados por Meira está a prova de que premeditou o crime. A partir de 19 de outubro, começou a procurar por uma automática Glock, uma metralhadora e munição. Num dos e-mails, escreveu: Gostaria de usar armas automáticas em minha fazenda. Gostaria de adquirir uma Glock 380 ou 9 mm e outra automática de maior poder de fogo com alguns pentes de reserva (metralhadora). Gostaria também de bastante munição e vários pentes tanto de pistolas como de metralhadora. Quero tudo novo (sem uso). Pago em dinheiro. Obrigado. Mateus.
Os peritos encontraram ainda revelações como a montagem de uma página sobre atos de terrorismo e a venda de fuzis AR-15 entre Miami e São Paulo. Mateus terá de explicar esses fatos e esperamos identificar os vendedores de armas que negociavam com ele, disse Francisco. Meira está preso desde a noite do crime. Um laudo médico comprovou que ele é uma pessoa normal e, por isso, o rapaz será julgado normalmente.





