Maternidades precisam estar aparelhadas
Londrina - Superintendente da Atenção em Saúde da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná (Sesa), Marcia Huçulak diz que os números da mortalidade materna no Paraná caíram mais de 40% entre 2011 e 2013 por conta do Programa "Rede Mãe Paranaense". A taxa passou de 51,68 para cada 100 mil nascidos vivos, em 2011, para 34,72 em 2013. Em números absolutos, foram 54 casos no Estado.
"Investimos na capacitação das equipes de atendimento e isso resultou, por exemplo, na diminuição de 50% dos casos de pré-eclampsia entre 2012 e 2013", comentou, lembrando que no ano de 2010 dos 20 casos de mortes pela complicação no Paraná em 19 não foram praticados os protocolos obrigatórios. "Isso não pode mais acontecer."
No programa, cerca de 30% das mulheres são classificadas como risco alto ou intermediário de gestação. Do restante, mesmo com grau baixo, 6% apresentam alguma complicação no momento do parto.
Por este motivo, Regina Piazzeta, membro do Conselho Regional de Medicina (CRM) do Paraná e presidente do Comitê Pró Vida de Curitiba, destaca a importância do aparelhamento de toda rede de atendimento, até mesmo as maternidades, com plantões de obstetrícia presenciais e treinamento das equipes ambulatoriais para identificarem situações de risco. "Há casos em que a mulher não apresenta complicação nenhuma durante a gestação, mas tem durante o parto. Se não houver uma estrutura mínima ou condições rápidas de remoção, isso acaba resultando em óbito. Um atendimento obstétrico é sempre uma emergência, pois pode complicar a qualquer momento", salientou.(M.T.)





